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Uma fonte com conhecimento do caso disse à CNN esta quinta-feira, quando o caso se tornou conhecido, que o navio, o MSC Gayana, é propriedade de um fundo de investimento que aposta em transporte marítimo. Isto quer dizer que o JPMorgan não tem controlo operacional direto sobre o navio, que tem bandeira da Libéria e pertence à companhia suíça Mediterranean Shipping Company.
“Arrestar um navio deste tamanho é muito complicado e nunca foi feito antes mas é a ação mais responsável dado que aquilo que encontrámos também nunca tínhamos visto antes”, explicou aos jornalistas o procurador do Estado da Pensilvânia William McSwain. “Quando um navio traz para as águas de Filadélfia uma quantidade tão monstruosa de drogas letais, é o dever do meu cargo e do meu departamento fazer tudo o que pudermos para que os culpados enfrentem as mais sérias consequências possíveis, de forma a conseguirmos proteger o nosso distrito - e o nosso país”, acrescentou.
A companhia que detém o navio emitiu um comunicado, no dia 18 de junho, no qual reforçou que não é alvo das investigações das autoridades e que “de tempos a tempos, as companhias de transporte marítimos são afectadas por problemas de tráfico”.
O esquema de propriedade é difícil de entender, mas certo é que a bordo do cargueiro foram encontrados mais de 18 mil quilos de cocaína, quantidade avaliada em 1,3 mil milhões de dólares. O que são exatamente 18 mil quilos de cocaína? Um exemplo: é o mesmo número de quilos apreendidos em três anos (2013-2016) em todo o continente africano de acordo com a Agência das Nações Unidas para as Drogas e Criminalidade. Outro: é o peso de três elefantes.
Há outros aspectos estranhos nesta apreensão. Um deles é a ligação ao JPMorgan, que de facto emprestou dinheiro à empresa suíça para a aquisição do cargueiro, mas o banco ainda não se pronunciou. Outro está no facto de o MSC Gayane viajar com bandeira da Libéria. O Oeste de África é um conhecida rota de contrabando entre o Sul da América e a Europa porque tem pouco controlo de fronteiras e as autoridades não têm força suficiente para parar o fluxo. Mas quase não existe tráfico reportado entre a América do Norte e esta mesma zona de África, o que faz desta apreensão uma raridade. A bandeira do navio, porém, não implica a Libéria em qualquer crime.

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