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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Duarte Cordeiro: Se geringonça for reeditada, acordos devem ser escritos. Em nome de mais transparência




Duarte Cordeiro defende que os partidos devem fazer um esforço para ter acordos escritos, embora não sejam imprescindíveis. Secretário de Estado Adjunto e dos assuntos Parlamentares evita falar em maioria absoluta

O PS vai pedir mais responsabilidade e confiança aos portugueses na corrida às eleições de outubro, mas à cautela e até ver o apelo à maioria absoluta continua a não figurar no discurso de pré-campanha. “O PS vai às eleições dizendo: governámos, tivemos resultados e queremos mais responsabilidade e mais confiança. Não faz sentido outro tipo de reivindicação”, sustenta Duarte Cordeiro em entrevista esta segunda-feira ao 'Negócios'.
O secretário de Estado Adjunto adverte que o PS não tem de fazer chantagem com o eleitorado e que não se pode reduzir todo o debate político à fixação da maioria. Questionado se é melhor governar ou não com maioria absoluta, Duarte Cordeiro alega que o futuro está nos entendimentos políticos. “Quando olhamos para as questões relacionadas com o SNS ou com o investimento na Educação e Ensino Superior, para as alterações climáticas, transportes e um conjunto de políticas públicas, percebemos, por aquilo que são os programas políticos dos vários partidos, que há um espaço de convergência do PS com os parceiros que têm suportado esta maioria”, refere, convencido que não haverá divergências internas no PS, se o partido não conseguir a maioria absoluta.
Duarte Cordeiro foi ainda prudente quando teve de responder se o Governo está a beneficiar da situação de crise que atravessa a direita: “Eu diria que o estado da oposição é um reflexo do sucesso das políticas do Governo”.
Em relação ao acordo do PS, BE e PCP sobre a nova Lei de Bases da Saúde, o operacional da geringonça revelou-se satisfeito, embora a questão da regulamentação das PPP da discórdia derrape para a próxima legislatura.
Num cenário de nova geringonça à esquerda, Duarte Cordeiro defende acordos escritos por uma questão de transparência, mesmo que não sejam imprescindíveis.


expresso.pt

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