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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

noites de luar em ti, o conto

Dorme comigo, disse a Lua, dorme comigo.

Tiras-me o sono, a noite tira-me o sono Lua.

A noite em ti. Olhas-me tão de longe, tão de longe, ainda que veja a minha luz em ti.

Iluminam-se os caminhos contigo, em noites de Lua, apenas em noites de Lua, noutras as sombras adormecem em mim, adormecem.

Se sou noites de luar em ti, caminharemos eternamente como amantes, ainda que em memórias, ainda que em memórias do que foste em mim.

Se fui, sou, se sou tornarei a ser, assim é, assim pode ser.

Seremos o que as noites nos segredarem ao ouvido. A luz nasce do Sol que cresce todos os dias, todos os dias, serei de longe, desde muito longe o que a memória existir em ti. Sou a luz de todos os dias, de todos os dias e amantes não se fazem em dias, mas em noites de lua e noites frias.

És a Lua.

És o homem que viu em mim uma Lua.

Sou homem, sei que sim, sei que sim.

Sou mulher, mas serei uma eterna Lua em ti, em ti.

imagem Teodoru Badiu. Moonlover.

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