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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Governo põe fim à Parque Expo
 

19 de Agosto, 2011por Ana Serafim
A empresa Parque Expo vai ser fechada pelo Governo. «A Parque Expo é um mau exemplo que não pode continuar. Foi uma empresa criada para determinado fim e foi acumulando competências para autojustificar a sua manutenção», disse ao SOL a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento, Assunção Cristas, que comunicou ontem a decisão à gestão da empresa. Criada em 1993 e integrada no sector empresarial do Estado, a Parque Expo tinha, nessa altura, a missão de construir, explorar e desmantelar a Expo’ 98 e de concretizar a reconversão urbanística da zona envolvente, hoje o Parque das Nações.
Liderada por Rolando Borges Martins, tem vindo, no entanto, a alargar as suas competências – assume-se como prestadora de serviços na área urbana e ambiental – transformando-se numa holding. Através de várias subsidiárias, é responsável por espaços como o Oceanário de Lisboa, a sala de espectáculos Pavilhão Atlântico ou a Gare do Oriente.
Frisando que cada caso será tratado «em separado», Assunção Cristas adianta desde já que o Pavilhão Atlântico, um activo cuja gestão não está entre as competências do Estado, «será privatizado».
Já o Oceanário de Lisboa – que em 2010 foi visitado por 915 mil pessoas e viu o seu lucro subir 34%, para 1,36 milhões de euros – manter-se-á em domínio público. «É auto-sustentável e tem uma função relevante no desígnio do mar e da economia do mar», adianta a ministra, que não exclui a possibilidade de vir a ter aqui um parceiro de negócio.
Quanto aos 49% que a Parque Expo detém na Gare Intermodal de Lisboa, onde se inclui a Estação do Oriente, deverão ser distribuídos pela Refer e pelo Metropolitano de Lisboa que, aliás, já têm, respectivamente 34% e 17% da sociedade responsável pela infra-estrutura.
Relativamente à Marina do Parque das Nações, segundo Assunção Cristas, a tutela está a estudar duas possibilidades: concessioná-la ou privatizá-la.
ana.serafim@sol.pt

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