AVISO

OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Armação de Pêra

Governo pondera pôr desempregados a trabalhar no privado gratuitamente, acusa Louçã

07.08.2011 -  Por Lusa

Louçã acusou a política social de ser cruel para os desempregados Louçã acusou a política social de ser cruel para os desempregados (Enric Vives-Rubio/arquivo)
O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, criticou ontem à noite em Armação de Pêra o Programa de Emergência Social (PES) do Governo, afirmando que o executivo pondera pôr os desempregados a trabalhar gratuitamente no privado e no público.
“O desempregado pode ser obrigado a trabalhar gratuitamente para uma qualquer entidade social ou no privado”, acusou Francisco Louçã, referindo que o PES traz decisões para a política social que “nunca tinham acontecido em Portugal”.

Durante o segundo comício em plena época de férias, integrado na iniciativa “Portugal não tem solução?”, Francisco Louçã referiu que “o Governo está a estudar a ideia para os desempregados terem de vir a trabalhar gratuitamente no sector privado, ou seja, poderem vir a limpar o chão numa empresa”. No seu entender, a política social está a ser “cruel” para as pessoas.

Outra das medidas do PES que o BE criticou tem a ver com as creches e os lares de idosos virem a ter regras diferentes das dos restaurantes no que diz respeito à higiene.

“A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) deixa de ter qualquer poder para verificar as cozinhas de creches e dos lares de idosos. O que garante a higiene num restaurante são regras que deixam de ser aplicadas para uma criança numa creche ou para um idoso acamado.”

O PES, um dos compromissos previstos no acordo político assinado pelos dois partidos (PSD e CDS-PP) no Governo após as eleições de 5 de Junho, foi apresentado na sexta-feira pelo ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares. Com um custo de 400 milhões de euros no primeiro ano, o programa entra em vigor no final de Setembro e vigorará até Dezembro de 2014, devendo chegar a três milhões de pessoas e visando identificar as situações mais urgentes.

Sem comentários: