AVISO

OS COMENTÁRIOS, E AS PUBLICAÇÕES DE OUTROS
NÃO REFLETEM NECESSARIAMENTE A OPINIÃO DO ADMINISTRADOR DO "Pó do tempo"

Este blogue está aberto à participação de todos.


Não haverá censura aos textos mas carecerá
obviamente, da minha aprovação que depende
da actualidade do artigo, do tema abordado, da minha disponibilidade, e desde que não
contrarie a matriz do blogue.

Os comentários são inseridos automaticamente
com a excepção dos que o sistema considere como
SPAM, sem moderação e sem censura.

Serão excluídos os comentários que façam
a apologia do racismo, xenofobia, homofobia
ou do fascismo/nazismo.

sábado, 10 de setembro de 2011

Fórum Novas Ideias para a Esquerda

Líder da CGTP alerta para que mais de metade dos portugueses podem cair no trabalho precário

10.09.2011 - Publico
<p>O líder da CGTP esteve numa iniciativa promovida pelo BE</p> O líder da CGTP esteve numa iniciativa promovida pelo BE
 
O líder da CGTP, Carvalho da Silva considera que as políticas laborais que estão a ser adoptadas podem originar que, num espaço “muito curto”, mais de 50 por cento dos portugueses venham a ter um vínculo de trabalho precário.
“Isto é um desastre, é uma desestruturação e um retrocesso social e civilizacional violentíssimo”, afirmou o dirigente sindical na abertura do Fórum Novas Ideias para a Esquerda, promovido pelo Bloco de Esquerda, que arrancou sexta-feira à noite, em Coimbra, para debater a situação de crise profunda e as alternativas de esquerda.

Para Carvalho da Silva, “as medidas que estão a ser adoptadas no plano laboral provocam – pode ser até ao fim da legislatura, se ela se mantiver, ou até antes – que mais de 50 por cento dos portugueses tenham contrato formalmente precário”.

Para evitar esta situação, o sindicalista considerou que é preciso “travar batalhas com êxito” nos próximos tempos e “construir alianças”.

Risco de eliminação da protecção contra despedimento sem justa causa

O líder da CGTP frisou ainda que o texto apresentado sobre o fundo de protecção no trabalho “é um texto miserável, é uma manipulação muito grande, e um instrumento de uma linha que está definida, que é eliminar, num prazo muito curto, aquilo que até hoje tínhamos de protecção contra o despedimento sem justa causa”.

O dirigente sindical apontou ainda quatro temas cuja discussão permite “fazer muito trabalho convergente” na esquerda: “a reconstrução do lugar do trabalho na economia e na sociedade, o papel do Estado social, um combate ideológico fortíssimo, desmontando a manipulação de conceitos que o liberalismo tem imposto, e olhar para as grandes mudanças da sociedade”.

A sessão de abertura do Fórum Novas Ideias para a Esquerda, intitulada “Os caminhos da esquerda em Portugal”, teve também como oradores convidados o ex-dirigente do BE Fernando Rosas, o antigo líder parlamentar do partido José Manuel Pureza e Alfredo Barroso, que criticaram igualmente o “ataque” do Governo ao Estado Social.

Até domingo, o debate far-se-á em torno de “um conjunto de pólos de problemas” e de temas de debate, entre os quais o corte na despesa pública, “Democracia e novos movimentos sociais” ou “pobreza, assistencialismo e estado social”.

O encerramento da iniciativa no domingo estará a cargo do líder do BE, Francisco Louçã

Sem comentários: