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domingo, 18 de setembro de 2011

UM SONHO

Camarada Van Zeller, hoje tive um sonho, sonhei com a República ideal. Nesse sonho aparecia um bodegão em vestes estranhas. Julguei que fosse Sócrates ou talvez Platão, mas o primeiro fora para França e o segundo andava desaparecido. O seboso era Alberto João. Na República ideal dos meus sonhos não havia governos a extinguir organismos públicos, eram os organismos quem extinguia os governos. A Assembleia da República transferira-se para a Cinemateca, e a legislatura dos deputados consistia em visualizar as obras completas do Manoel de Oliveira. Camarada, na República ideal do meu sonho nenhum candidato a docente na Universidade da Opus Dei era impedido de aí leccionar. Papas, só de serrabulho. E Universidade Católica não existia, por ninguém lá querer doutrinar. Revisitei os corredores da instituição onde o Tolentino era capelão. Agora poeta, estrela das Paulinas e autoridade máxima do Santo Ofício assírico, mais se parecia a um galo capão. Neste meu sonho o Bundesbank ficava na Amieira. Era uma casa de putas de primeira. Ali satisfaziam ânsias vários ministros e alguns investidores, sem que entre eles se notassem quaisquer diferenças. Acabou este sonho quando sentado num banco de madeira avistei um Coelho a cobrir um Jardim, e do alto de um montículo certo caçador António José, com um ar muito inseguro, apontou a caçadeira e disparou. Saiu-lhe o tiro pela culatra, acertou-lhe o chumbo em cheio no pé. 30 anos é muito tempo, demasiado para que não se tivesse já percebido não ser a Madeira o Jardim do Paraíso. Adões e Evas há muito foram expulsos, ficaram-nos as serpentes com suas maçãs envenenadas. Quem quiser que as coma.

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