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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Basta


Basta sensatez. A Caixa é pública, a sua administração é pública, não deve haver acumulação de fontes de rendimento, os vencimentos têm de ser um pouco menos altos do que nos outros bancos para ajudar a regular o mercado, e o património tem de ser declarado. Simples. Devia ser, pelo menos. 

Pedro Lains tem razão, mas a sensatez escasseia num tempo ainda dominado pelo empresarialmente correcto, pelo romance dos homens providenciais da gestão, parte da ficção neoliberal para justificar a concentração de rendimentos no topo. Entretanto, Lains apela a que se explore a pista europeia para identificar a fonte política do problema do governo da banca pública, obrigada a comportar-se como se fosse privada. No detalhe deste sensato apelo, creio que subestima a resiliência do espírito da troika, que vai muito para lá do FMI e da própria direcção-geral da concorrência: o desgraçado Consenso de Bruxelas, que resgatou o Consenso de Washington, está inscrito na lógica do euro.

ladroesdebicicletas.blogspot.pt

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