Dizem as notícias, com direito a vídeo e tudo, notícias e vídeo que, por uma questão de decoro, não partilharei… que a "cantora" Maria Leal caiu no palco, num dos muitos espectáculos para que anda a ser contratada, depois do alarido que a sua "surreal" e desafinada participação num programa de televisão, provocou nas redes sociais.
Dizem que cobra até razoavelmente bem por cada actuação.
Dizem que cobra até razoavelmente bem por cada actuação.
Faz ela muito bem!!!
Deve aproveitar para amealhar uns trocos, já que tem estômago para pisar o palco, sabendo que 99 por cento do público está ali para a gozar e, como já me contaram, para fazer umas "selfies" de costas para o palco, de modo que ela apareça… e gravarem uns segundo do "massacre musical", só para publicarem os vídeos no facebook ou no instagram… deixando-a pendurada ao fim de duas canções, para irem beber uns copos e rir alarvemente da "vítima".
Então uma cena em que a infeliz, para além de "cantar" como "canta"… ainda oferece o espectáculo extra de se esbardalhar toda a subir para o palco… isso é ouro sobre azul para este público mórbido, que assiste àquilo, como ficaria a assistir a um desastre rodoviário.
Então uma cena em que a infeliz, para além de "cantar" como "canta"… ainda oferece o espectáculo extra de se esbardalhar toda a subir para o palco… isso é ouro sobre azul para este público mórbido, que assiste àquilo, como ficaria a assistir a um desastre rodoviário.
Nada me move contra pessoas como esta pobre Maria Leal, ou o Zé Cabra… ou todos os que até cantam "para diante" (ou os que nem por isso) mas fazem música pimba, mais ou menos escabrosa.
Na verdade, isso seria irrelevante, caso este país tivesse uma política cultural sólida, respeito pela sua cultura e pela inteligência do seu povo. Se não se nivelasse por baixo. Se e as programações de espectáculos, televisões e rádios fossem suficientemente variadas e de qualidade… o que faria com que estes epifenómenos lamentáveis e risíveis não passassem disso mesmo.
Assim… esta espécie de "praxe académica" interminável, ou de alcoolizada queima das fitas sem fim… é uma gangrena que vai matando tudo à sua volta… trucidando projectos de jovens talentosos que pura e simplesmente desistem, ou cujas criações nunca verão a luz do dia.
Samuel Quedas (facebook)

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