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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Geração sentada, conversando na esplanada – 91 (“o empreendedorismo em conversa acalorada”)


«Não se pode fazer da Educação um acordeão de romaria que se abre e se fecha ao sabor das ideologias e dos interesses dos “pensadores” de meia tigela sedentos de eternidade. É um crime!»
Lídia Borges, num comentário à “Redacção do Rogérito…” 

«El emprendimiento es una actitud, y por eso sugerimos que sea considerado un eje transversal en la formación del individuo a lo largo de la vida, empezando desde la escuela primaria.» 
na XXV Cimeira Ibero-americana? que merda é esta?  
Não tive presente a mudança de hora e fui o primeiro a chegar. Passado pouco mais de uma hora chegaram as professoras, uma após a outra, mas todas me cumprimentaram, cada a qual à sua maneira e a Gaby nem se inibiu de me vir dar um beijo e dizer-me quase em segredo “Tenho lido tudo o que escreve e até aquilo para que remete. Obrigada”. Ainda mal me tinha refeito do inesperado agradecimento, saltou-me o rafeiro e logo seguido o cumprimento efusivo do velho engenheiro.
– “Há quanto tempo, meu caro. Há mais de um ano?”
– “Sim, mais ou menos!”
– “Sabe?, tanto tanto eu como o meu cão sentimos a sua ausência. Temos poucas pessoas com quem falar… “
E desatámos a recuperar o tempo perdido, não recordando por que tema começámos. Ia-mos nós lançados quando uma voz nos interrompeu. Era a Gaby que pedia para se sentar, de ipad na mão, sentou-se sem esperar pela autorização e lançou-me uma pergunta directa ao mesmo tempo que estendia a “página” já aberta.
– “Porque no seu texto de ontem não incluiu isto? Posso ler?”
E leu:
«A criança que se desenvolva em ambiente normal manifesta, cedo, criatividade. Gosta de jogos de faz de conta, troca nada por coisa nenhuma, e até acha graça. Oiça, se apanhar qualquer miúdo a andar de bicicleta, mande-o parar, fingindo ser policia, peça a documentação, a
carta de condução. Primeiro, reage com espanto, depois é muito provável que finja procurar no bolsito o que lhe tenha pedido, e depois lhe estenda nada, que você terá que receber. Finja o que faz qualquer policia. Depois passe-lhe uma multa, sem lhe passar coisa nenhuma. Ele a receberá esse nada, com um sorriso. Gosta disso. Se esta brincadeira não resultar, experimente outra, ele reconhece o estilo e pega logo. 
Faço isso com o meu neto… que é esperto. E por vezes é ele que toma a iniciativa e a lidera. Os jogos colectivos (para ele) são um castigo, quer impor regras estranhas e ganhar sempre. Ele faz para a semana cinco anitos e contamos com a escola para desenvolver a socialização, o ser cooperativo, o respeito pelo outro e aprender a ser menos maroto…»
– Porque não fez link para isto? É que é tão exactamente assim!…
– Porque guardava esse texto para dar força a um outro onde me insurgia que merda seria aquela!
– Não percebo!
– Não? Eu leio… e é uma esperança, talvez uma pequena passagem que merece todo o “manifiesto“: 
«Apostamos por un emprendimiento inclusivo, sostenible y social, un emprendimiento en equipo, alejado de los modelos individualistas y egocéntricos del pasado. El viejo estereotipo del emprendedor solitario en contra de las adversidades del mundo ha dejado de ser válido. El emprendimiento en el siglo XXI se hace en equipos multidisciplinarios, multiculturales e intergeneracionales.»
– Quer dizer que espera que na escola primária se ensine o cooperativismo?
– Isso!


Via: CONVERSA AVINAGRADA http://bit.ly/2e2lg3m

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