Assassino de Daniella Perez declara apoio a
Jair Bolsonaro, deixando claro qual o tipo de apoio sanguinário
recebe o candidato machista que faz apologia à tortura.
Guilherme de Pádua, hoje pastor evangélico, assassinou a atriz Daniella Perez a tesouradas em dezembro de 1992. Na época o caso chocou o Brasil. Daniella atuava na novela Corpo e alma, de autoria de sua mãe Glória Perez. Houve na época uma comoção nacional. Guilherme interpretava o parceiro da personagem de Daniella na novela que na sua última cena terminara o namoro com a personagem de Guilherme.
Foi um crime premeditado em que após as gravações Guilherme seguiu o carro de Daniella e, com a ajuda de sua esposa na época, sequestrou e desferiu 18 tesouradas na vítima, largando-a em um terreno baldio na Barra da Tijuca.
Explícito caso de feminicídio como os que ocorrem todos os dias no Brasil.
Explícito caso de feminicídio como os que ocorrem todos os dias no Brasil.
Solto em 1999, Guilherme hoje é pastor evangélico e expressou recentemente seu apoio incondicional a Jair Bolsonaro.
Mas o que isso significa? É um alerta para prestarmos atenção, pois Bolsonaro recebe apoio dos perfis mais agressivos e violentos da sociedade, e empodera com seu discurso machista, lgbtfóbico, xenofóbico, misógino e racista toda sorte de reacionários agressores.
Mas o que isso significa? É um alerta para prestarmos atenção, pois Bolsonaro recebe apoio dos perfis mais agressivos e violentos da sociedade, e empodera com seu discurso machista, lgbtfóbico, xenofóbico, misógino e racista toda sorte de reacionários agressores.
Não podemos ver os mais de 50 casos de agressão e o assassinato do Mestre Moa após o primeiro turno como casos isolados. Bolsonaro incita a violência e é responsável por isso, mas não será o Judiciário golpista que irá puni-lo, pois este o apoia.
É preciso que em cada local de trabalho e estudo fundemos comitês de base para erguer uma luta contra toda essa violência preconceituosa que está colocada a partir do discurso de Jair Bolsonaro, que além de tudo quer se passar por cristão e atrair os votos dos fiéis das igrejas.
Para muito além do voto, é preciso construir força material para enfrentar e derrubar essa extrema direita que, independente do resultado das eleições, não irá deixar de existir. As grandes centrais sindicais como CUT e CTB têm um grande peso de responsabilidade em criar essa força necessária para resistir nas ruas contra esses ataques racistas e de gênero e contra os ataques que estão desenhados para a classe trabalhadora nos próximos meses como a reforma da previdência.
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