Os empréstimos concedidos pelos bancos, em novembro, a particulares, com finalidade de habitação, voltaram a cair face ao período homólogo, na ordem dos 3%, segundo os dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal.
O Banco de Portugal revela ainda que, no crédito à habitação, a taxa de juro média foi de 1,82% e bateu novos mínimos. No crédito à habitação, as taxas de juro continuam a cair e em novembro de 2016 fixaram-se em 1,79%, um valor que compara com os 3% de 2014 e com os 2,16% de 2015.
Nas empresas as taxas de juros dos empréstimos ficaram em média em 1,63%, sendo de 2,26% em operações até um milhão de euros e 1,34% em operações de mais de um milhão de euros. Os pedidos de empréstimos de empresas caíram 2,7% em novembro face ao ano passado.
A taxa de juro média dos novos empréstimos foi de 3,01%, abaixo dos 3,12% registados em outubro.
Juro dos empréstimos voltam a cair, depósitos aumentam
No consumo, as taxas de juro fixaram-se em novembro em 5,62%, o mesmo valor que em outubro mas muito abaixo dos 7,7% em dezembro de 2015 e dos 8,61% em dezembro de 2014. A taxa média foi de 7,39%.
Segundo o Banco de Portugal as novas operações para habitação totalizaram os 535 milhões de euros, enquanto o crédito ao consumo totalizou os 343 milhões de euros e o crédito para outros fins os 147 milhões de euros.
No que diz respeito aos depósitos, as taxas de juro a empresas voltaram a cair para 0,12%. A taxa de juro média foi de 0,26%, cinco pontos base acima de outubro no que diz respeito às empresas.
Para particulares também registaram uma redução, para 0,44% em novembro deste ano, revela o Banco de Portugal. O valor médio das taxas de juro de novos depósitos aumentou um ponto base para 0,33%.
Os depósitos a particulares aumentaram 1,3% face a novembro do ano passado e 0,2% relativamente a outubro e totalizaram 139,2 mil milhões de euros no final de novembro.
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