Eduardo vive encarcerado numa prisão de alta tensão, condenado a uma pesada pena de trabalhos forçados. O ambiente é duro, sujo e cruel, mas ele não quebra. Mantém a postura altruísta que o caracteriza. É uma vitima. O pobre coitado é mal tratado: Mal tratado pela opinião publica que injustamente o acusa de ser interesseiro e materialista; É maltratado pelos carcereiros, os orientais que se apoderaram da terrível prisão. É alvo, sem qualquer dúvida, de um tratamento desumano.Posted by Gonçalo Moura da Silva
Subjugado, foi obrigado a renunciar aos princípios ideológicos, renegar à sua visão partidária e receber o inimigo de braços abertos.
Repugnado, disponibilizou-se para servir de toda a forma, estilo ou jeito.
Ao que a pessoa chega para salvar a humilde posição, o pouco que a custo conquistou naquele tenebroso local.
A degradação da dignidade humana é revoltante! Os cruéis carcereiros apreciam a previsibilidade da receita.
Qualquer deslize é severamente punido. Toda e qualquer alteração ao plano, a mais pequena alteração à renda, coloca imediatamente em causa as condições de vida na prisão.
Não foi isto que lhes venderam!
Os primeiros a sofrer são ideólogos que com a sua abnegação e fino recorte literário evangelizam a população prisional.
É para isso que lá estão!
O maior entre os grandes, o imortal guardião da poesia capilar púbica, merecia melhor sorte.
Espero que mova uma acção judicial contra todos os que o oprimem e impõem tão rude martírio: os malvados carcereiros, os odiosos inimigos políticos e claro, os invejosos que o criticam.
Espero que ganhe…
AoLeme.com

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