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domingo, 24 de abril de 2016

PCP diz que não dá para “peditório” da “chicana” sobre Plano Nacional de Reformas


PCP diz que não dá para “peditório” da “chicana” sobre Plano Nacional de Reformas

Jerónimo de Sousa afirmou que não vai dar para o "peditório" da "chicana política" do CDS-PP e seu projeto de resolução para votação do Programa de Estabilidade e do Plano Nacional de Reformas


O secretário-geral do PCP afirmou este domingo que não vai dar para o “peditório” da “chicana política” do CDS-PP e seu projeto de resolução para votação do Programa de Estabilidade e do Plano Nacional de Reformas no parlamento.

“Temos de olhar para aquele projeto de resolução, que se reduz a duas recomendações: uma é a de que deveríamos continuar o caminho da exploração e empobrecimento que foi feito durante quatro anos, a velha tese de que não estraguem o que foi feito e tanto mal fez aos portugueses”, começou por analisar Jerónimo de Sousa, à margem de um almoço comemorativo do 25 de Abril, em Loures.

Para o líder comunista a “segunda recomendação” é a de “levar os documentos a votos, sem dizer se é inviabilizando ou aprovando, ou seja, uma visão instrumental da vida parlamentar, para procurar a chicana política.

“Para esse peditório não damos”, resumiu o também deputado do PCP, à iniciativa dos democratas-cristãos que solicita ao Governo socialista a submissão à votação dos Programa de Estabilidade e Plano Nacional de Reformas, procedendo à sua revisão, mas sem propor diretamente que sejam reprovados na Assembleia da República.

“Lá estão eles sempre a dizer ‘não estraguem o que foi feito’. Perante a nova solução política, eles até fazem figas, ‘desta vez é que vai ser, desta vez é que vão a baixo’. Camaradas, sabemos das contradições e das dificuldades, num processo muito exigente, mas há uma coisa que afirmamos claramente – não queremos o regresso de PSD e CDS para fazer o mal que fizeram às vidas dos portugueses”, insurgiu-se.

Jerónimo de Sousa reiterou a necessidade de renegociação da dívida e controlo público da banca, além dos aumentos de 10 euros nas pensões e do salário mínimo nacional para 600 euros, após o discurso de “obra feita” do ex-líder parlamentar e atual autarca de Loures, Bernardino Soares, no Pavilhão José Gouveia, em São João da Talha.

“Hoje, um dos problemas da solução política que temos pela frente é o facto de o PS aceitar os constrangimentos que nos são impostos, tendo em conta o nível da dívida pública, a imposição da redução do défice, o Semestre Europeu, o Tratado Orçamental. Dizem-nos, ‘andem lá para a frente’, mas, primeiro, abafam-nos, impedem-nos de andar, não temos dinheiro para investimento, criar emprego, aumentar a produção nacional. Esta contradição vai ter de se resolver”, garantiu.

O secretário-geral comunista saudou o facto de os portugueses terem derrotado “com a sua luta e o voto, no passado mês de outubro”, os “anos trágicos de uma governação” PSD/CDS-PP e “abrir uma nova fase da vida política do país”.

“Os tempos que vivemos, neste momento em que comemoramos o 42.º aniversário do Revolução de Abril, ainda não são os de uma clara rutura com a política de direita a que aspiramos, nem estão asseguradas as condições para dar corpo a uma mudança de rumo que afirme os valores de Abril na sua plenitude, mas está aberta uma janela que queremos – e tudo faremos – que seja de esperança no desenvolvimento de um caminho capaz de dar resposta e solução aos graves problemas do país”, afirmou.

observador.pt

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