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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Os analistas militares dos EUA que se recusaram a encobrir o Daesh foram demitidos


Sabia-se que 50 analistas do CentCom se tinham queixado que os seus relatórios haviam sido alterados pelos seus superiores, de forma a fazer crer que os jiadistas não eram perigosos e que eles iam derrubar a República Árabe Síria. Duas investigações estão actualmente em curso a este respeito, uma no interior das forças armadas, a outra no exterior, no Congresso.
Segundo o The Guardian, o responsável dos analistas, o general Steven Grove, e o seu adjunto, Gregory Ryckman, teriam feito reinar o terror entre o seu pessoal [1].
Segundo o The Daily Beast, o chefe de analistas para o Iraque, Gregory Hooker, teria sido transferido para o Reino Unido, o coronel William Rizzio teria sido castigado e o chefe de analistas para a Síria teria sido demitido [2]. O Sr. Hooker, por outro lado, redigiu um relatório em 2005, por conta da AIPAC-WINEP, pondo em causa a ausência de reflexão prévia à ocupação do Iraque, o que o havia colocado no centro de outra polémica [3].
Segundo o Director Nacional de Informações, James Clapper, o General Grove teria recebido instruções para agir do modo como agiu. As suas declarações perante a Comissão Senatorial para as Forças Armadas, a 29 de Setembro de 2015, levam a pensar que estas instruções vinham da Casa Branca, sem que se saiba de quem precisamente, nem se ele agia ou não em nome do Presidente.
O comandante do CentCom, o General Lloyd J. Austin III, fora nomeado devido à sua lealdade ao Presidente Obama.
O General Steven Grove, que ainda está em funções, deverá ser substituído pelo General Mark R. Quantock.
Este assunto foi tornado público após a demissão do Director da Defense Intelligence Agency-D.I.A. (Agência de Inteligência de Defesa- NdT), General Michael T. Flynn, a 7 de Agosto de 2014. Ele tinha tentado, em vão, persuadir a Casa Branca a não apoiar o Daesh (E.I.).
Tradução
Alva
www.voltairenet.org

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