O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse hoje que “o PS se autolimita e entra em contradição” quando fala em “interromper o empobrecimento” mas “ao mesmo tempo aceita as regras” da União Europeia.
“Temos a consciência que o Governo do PS se autolimita e entra em contradição quando afirma a necessidade de interromper a linha de exploração e empobrecimento e ao mesmo tempo aceita os constrangimentos, as regras e os tratados da União Europeia que impedem o nosso desenvolvimento económico soberano”, frisou Jerónimo de Sousa.
Estas afirmações seguiram-se a uma reflexão do PCP sobre a posição do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, que a 08 de abril participou no Conselho de Estado.
Estas afirmações seguiram-se a uma reflexão do PCP sobre a posição do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, que a 08 de abril participou no Conselho de Estado.
O secretário-geral do PCP apontou a “arrogância” e o “atrevimento” do presidente do BCE por este ter considerado necessário avançar para a alteração das leis eleitorais e rever a Constituição da República.
Jerónimo de Sousa falou ainda dos relatórios resultantes da “estadia” da ‘troika’ em janeiro passado em Portugal, vincando que esta reconheceu que quase 70% dos trabalhadores portugueses vivem com salário mínimo nacional ou até abaixo, criticando, assim, que os responsáveis europeus tenham entendido que “o pequeno aumento alcançado não deveria ter acontecido”.
“Tal como discordam da reposição de salários e de direitos expressos no Orçamento do Estado para 2016. Aplaudiram e pressionaram para que milhares de milhões de euros fossem tapar os desmandos da banca e dos banqueiros mas criticam os pequenos passos e avanços sociais verificados”, analisou o líder dos comunistas.
O secretário-geral do PCP, que começou e terminou a sua intervenção com apelos aos militantes e explicações sobre quais os próximos passos do partido, não deixou também de fazer críticas aos partidos de direita que formavam o anterior Governo, considerando que o PSD e o CDS-PP e o então Presidente da República, Anibal Cavaco Silva, tiveram uma reação “zangada e vingativa” quando o PS formou Governo com o apoio na Assembleia da República do PCP.
“Onde estaríamos, que situação viveríamos se o Governo do PSD/CDS-PP tivesse continuado a governar e a destruir como tinham em mente e já tinham escrito no papel os seus objetivos?”, questionou Jerónimo de Sousa, concluindo que “sem a rutura com instrumentos que amarram de pés e mãos, sem uma política alternativa patriótica e de esquerda, não há solução duradoura”.
PYT // ZO
Lusa/fim
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