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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Deserções e guerra colonial

Uma indispensável rectificação


Público dedica hoje, e muito bem, duas 


páginas, à edição do livro «Exílios-

Testemunhos  de Exilados e desertores 

Portugueses na Europa (1961-1964». E devo 

registar com satisfação que, ao contrário do que já aconteceu 

no passado,  em nenhum dos depoimentos prestados para 

esta peça encontro qualquer pretensão de superiodade ou de 

«mais coragem» em relação às centenas de milhar de jovens 

portugueses que foram forçados a fazer as guerras coloniais.


Encontro porém uma falsificação ou ignorância a que uma 

historiadora parece dar aval. É a seguinte:


Face a isto, é imperioso esclarecer que é completamente 

falsa a asserção de que o PCP só defendia a deserção 

já no teatros de guerra pois, como  se pode 

demonstrar, entre muitos outros exemplos, pelas duas 

passagens abaixo assinaladas a vermelho, uma das quais diz 

expressamente que «a deserção é um acto de protesto 

contra a política colonial do fascismo. Os jovens 

não se apresentem à inspecção, abandonem os 

quartéis, recusem-se a embarcar.»


E, por fim, por causa de velhas e persistentes deturpações 

em torno desta matéria aqui deixo a Resolução do Comité 

Central de Julho de 1967 que, tendo como destinatários 

os militantes do Partido, afinou uma orientação já 

muitíssimo anterior :


Avante! nº 382 de Setembro de 1967)


Via: o tempo das cerejas 2 http://ift.tt/1qFoWhG

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