Uma indispensável rectificação
páginas, à edição do livro «Exílios-
Testemunhos de Exilados e desertores
Portugueses na Europa (1961-1964». E devo
registar com satisfação que, ao contrário do que já aconteceu
no passado, em nenhum dos depoimentos prestados para
esta peça encontro qualquer pretensão de superiodade ou de
«mais coragem» em relação às centenas de milhar de jovens
portugueses que foram forçados a fazer as guerras coloniais.
Encontro porém uma falsificação ou ignorância a que uma
historiadora parece dar aval. É a seguinte:
Face a isto, é imperioso esclarecer que é completamente
falsa a asserção de que o PCP só defendia a deserção
já no teatros de guerra pois, como se pode
demonstrar, entre muitos outros exemplos, pelas duas
passagens abaixo assinaladas a vermelho, uma das quais diz
expressamente que «a deserção é um acto de protesto
contra a política colonial do fascismo. Os jovens
não se apresentem à inspecção, abandonem os
quartéis, recusem-se a embarcar.»
E, por fim, por causa de velhas e persistentes deturpações
em torno desta matéria aqui deixo a Resolução do Comité
Central de Julho de 1967 que, tendo como destinatários
os militantes do Partido, afinou uma orientação já
muitíssimo anterior :
Avante! nº 382 de Setembro de 1967)
Via: o tempo das cerejas 2 http://ift.tt/1qFoWhG
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