Como já tenho confessado, adormeço com os fones nos ouvidos, não só para ouvir música muito, muito baixinho, mas sobretudo para de manhã, no remanso dos lençóis, ouvir o programa da Antena 1, que é sempre muito bom, muito informativo e normalmente muito isento.
Acontece que aos domingos a história é outra e quando dou por mim, estou a ouvir o padre João Valente da paróquia de S. João de Deus em Lisboa, a rezar missa.
Ou um ateu empedernido, mas isso agora não vem para o caso.
Estava eu a dizer que quando dei por mim, a missa já estava na homilia e continuei a ouvir o padre Valente, porque estava a retratar dramaticamente a tragédia por que estão a passar milhares e milhares de crianças e idosos, assinalando a determinada altura que o peditório daquele dia reverteria totalmente, para auxilio daquelas vítimas.
Apelava a uma redobrada generosidade dos seus paroquianos, excepcionalmente naquele domingo, na linha de uma campanha lançada pelo Papa Francisco, em todas as paróquias da Europa a favor dos refugiados de guerra.
Depois do espetáculo que foi a sua ida a Lesbos e nomeadamente a Moria, onde os jornais assinalaram que se encontrava, gente da Síria, Afeganistão, Irão,e“Todos” queriam dizer ao Papa Francisco de onde vieram” e o Papa ter declarado que a visita era “estritamente humanitária e ecuménica, não política”, e em“solidariedade” com os refugiados, acrescentando: “Vim aqui simplesmente para estar convosco e ouvir as vossas histórias, para exigir ao mundo que preste atenção a esta grave crise humanitária e implorar que seja resolvida”, “Somos todos migrantes”, e apelava a “uma resposta digna” do mundo à dimensão e tragédia que era esta crise dos refugiados.
Tocou-me o Papa Francisco, ter humildemente almoçado com oito refugiados num contentor, igual aos que servem de dormitório.
Lembrava-me ainda que o “Expresso” tinha referido que o Papa, na sua visita sábado passado a Lesbos, “teria comunicado que queria levar para o Vaticano refugiados que se encontram na ilha”.
Lembrava-me ainda que o “Expresso” tinha referido que o Papa, na sua visita sábado passado a Lesbos, “teria comunicado que queria levar para o Vaticano refugiados que se encontram na ilha”.
Quando soube que tinham sido só 12 os refugiados, incluindo seis crianças, que iriam ficar à responsabilidade da comunidade de Santo Egídio, pensei que era uma medida importante, e levá-los imediatamente consigo no avião, podia simbolizar a urgência de uma solução para aquele drama.
Logo se seguiriam muitos milhares de outros, de acordo com as capacidades do Vaticano, até porque como dizia o mesmo jornal:
Ainda no avião, o líder da Igreja Católica, dirigindo-se aos jornalistas, descrevera a viagem como “um pouco diferente das outras – uma viagem marcada pela tristeza, uma viagem triste”. “Vamos testemunhar o pior desastre humanitário desde a Segunda Guerra Mundial. Vamos ver tantas pessoas que estão a sofrer, que estão a fugir e não sabem para onde. Também vamos a um cemitério, o mar. Tantas pessoas que nunca chegaram”.
Ainda no avião, o líder da Igreja Católica, dirigindo-se aos jornalistas, descrevera a viagem como “um pouco diferente das outras – uma viagem marcada pela tristeza, uma viagem triste”. “Vamos testemunhar o pior desastre humanitário desde a Segunda Guerra Mundial. Vamos ver tantas pessoas que estão a sofrer, que estão a fugir e não sabem para onde. Também vamos a um cemitério, o mar. Tantas pessoas que nunca chegaram”.
Por tudo isto, quando ainda perpassa na minha memória, aquela criança morta, de bruços à beira d’água, depois de naufragar o barco em que viajava e que comoveu justamente todo o mundo.
Quando não me sai da cabeça aqueles milhares de vítimas que nos mares da Grécia tem soçobrado ao fugirem dos horrores da guerra., qual não foi o meu espanto, quando percebi, que o apelo à extrema generosidade do paroquianos de S.João de Brito, feito pelo valente padre João, não era dirigido aos refugiados a que se referiam todas aquelas piedosas reflexões do Papa Francisco.
Afinal aquela dramática invocação à particular generosidade dos paroquianos de S.João de Brito e por arrasto a todos os católicos europeus, não é feita em nome das vítimas da dos cobardes assassinos degoladores do chamado DAESH, ISIS ou o raio que os parta, ou de todo aquele médio oriente, que a gulosa elite governativa do Estados Unidos, resolveu incendiar, para manter a sua estabilidade financeira, mas pasmem-se, era para os refugiados da Ucrânia.
Não está no nosso pensamento diminuir a tragédia que atingiu os Ucranianos, mas seria oportuno lembrar ao Papa Francisco, que se falar com a senhora Victória Nulan, secretária de estado norte-americana, talvez ela não se importe de repetir o pedido de 5 biliões de dólares que fez aos empresários americanos para subverter o governo da Ucrânia e desta vez aplica-los não para criar um inferna na terra, mas para ganhar o “céu”, “quando for desta para a melhor”.
É uma quantia imensa, que certamente dará para resolver a vida de todos aqueles refugiados e ainda podia contar como gorjeta o meu “Muito obrigado”.
Se não chegar o vídeo que se segue, onde a referida senhora agradece o donativo, pode melhorar a dose, vendo os vídeos do YouTube que estão à direita deste.
Via: Olhar à esquerda

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