Para o jornalista Thierry Meyssan o movimento Nuit debout, acabado de criar em França mas já existente em Espanha e na Alemanha, ambiciona fazer frente à Lei El-Khomri relativa à reforma do código de trabalho e, em termos mais gerais, lutar contra o neoliberalismo.
Também, segundo o jornal Figaro do passado dia 4 de Abril « Na origem deste movimento disparatado, dinâmico mas sem lideres, está o jornal Fakir e o seu director François Ruffin, (nota minha – não por acaso, autor do filme atrás referido). Longe de ser expontâneo, este movimento organizou-se a partir de 23 de Fevereiro ». Um estudo atento das características destes movimentos que se pode fazer a partir da sua declaração inicial, das acções enunciadas nosites sobre as discussões por estes dias na Praça da República, filia-os na série de “movimentos” que a equipa do agente da CIA Gene Sharp.
O pessoal recrutado para dar andamento às acções previstas no livro, que vão até à rebelião e tomada de poder, já esteve por detrás de acontecimentos importantes como, em 2011, os da Primavera Árabe (Tunísia, Líbia, Egipto, tentativas na Síria e Venezuela), em África com uma tentativa também nesse ano em Angola (a que já nos referimos), o golpe na Ucrânia, em 2o12, a tentativa em curso no Brasil (aqui com muitas características da pinochetadade 1973), e ainda outros.
Os próprios organizadores reconhecem que o movimento 15M não nasceu em Paris. No seu manifesto fundador, as suas solidariedades e identificações são para com a primavera árabe, a Praça Tahir, ou o Parque Ghezi, o que os relaciona com movimentos criados ou apoiados pela CIA, projectos do Departamento do Estado, todos virados para substituir governos seculares árabes pela Irmandade Muçulmana. Em Espanha este movimento 15M aparece ligado às instituições europeias, quando forças políticas espanholas criticam a política económica destas.
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