Muito alto nas encostas do Himalaia do Nepal central, os caçadores de mel Gurung juntam-se duas vezes ao ano e colocam sua vida em perigo para coletar o mel das maiores colmeias do mundo. Por milhares de anos, as habilidades requeridas para praticar esta tradição antiga e sagrada foi transmitida de geração a geração, mas agora, como resultado do interesse comercial crescente e a mudança climática, o número de abelhas e caçadores tradicionais de mel estão em rápido declive.
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Recentemente, o fotógrafo Andrew Newey passou duas semanas capturando esta antiga e perigosa arte. Uma das características mais notáveis dos Gurung é que, para coletar o mel, não usam nada mais que escadas de cordas feitas a mão e longas varas de bambu chamadas "tangos". Usam fumaça para enganar as milhares e milhares de abelhas da espécie Apis laboriosa, a maior abelha melífera do mundo.
Existe uma crença entre muitas pessoas -até mesmo alguns apicultores- que acham que a fumaça produzida pelos fumigadores "tonteia" ou "sufoca" as abelhas. Nada mais errado, a fumaça é utilizada para criar o "efeito incêndio", que é uma falsa impressão de que a colmeia está pegando fogo. Assim, logo no primeiro sinal de fumaça, as abelhas correm para proteger as larvas e engolem todo o mel possível, como forma de salvar o alimento em caso de necessidade de fuga. Dessa maneira as abelhas perdem o foco no apicultor, que pode então trabalhar com tranquilidade. Além disso, as abelhas entupidas de mel, ficam pesadas e com dificuldade de desferir uma ferroada.
A maioria dos enormes favos estão localizados nos penhascos virados para o sul para evitar predadores e incrementar sua exposição direta ao sol. A caça de outono requer três dias e é precedida por uma cerimônia para aplacar aos deuses da montanha.
Como é possível ver nas imagens, os Gurung não utilizam luvas nem sapatos enquanto coletam o mel, e comem as delícias douradas dos favos enquanto estes ainda estão cheios de abelhas. Newey conseguiu compartilhar uma das práticas mais fantasiosas e belas do mundo.
As fotos de número 12 em diante foram feitas pelo fotógrafo francês Eric Valli e sua esposa, Diane Summers em 2012, também da mesma prática.
Existe uma crença entre muitas pessoas -até mesmo alguns apicultores- que acham que a fumaça produzida pelos fumigadores "tonteia" ou "sufoca" as abelhas. Nada mais errado, a fumaça é utilizada para criar o "efeito incêndio", que é uma falsa impressão de que a colmeia está pegando fogo. Assim, logo no primeiro sinal de fumaça, as abelhas correm para proteger as larvas e engolem todo o mel possível, como forma de salvar o alimento em caso de necessidade de fuga. Dessa maneira as abelhas perdem o foco no apicultor, que pode então trabalhar com tranquilidade. Além disso, as abelhas entupidas de mel, ficam pesadas e com dificuldade de desferir uma ferroada.
A maioria dos enormes favos estão localizados nos penhascos virados para o sul para evitar predadores e incrementar sua exposição direta ao sol. A caça de outono requer três dias e é precedida por uma cerimônia para aplacar aos deuses da montanha.
Como é possível ver nas imagens, os Gurung não utilizam luvas nem sapatos enquanto coletam o mel, e comem as delícias douradas dos favos enquanto estes ainda estão cheios de abelhas. Newey conseguiu compartilhar uma das práticas mais fantasiosas e belas do mundo.
As fotos de número 12 em diante foram feitas pelo fotógrafo francês Eric Valli e sua esposa, Diane Summers em 2012, também da mesma prática.
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Fonte: Andrew Newey via The Guardian.
http://www.mdig.com.br
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