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domingo, 7 de agosto de 2011

Banca- A Caixa Geral de Depósitos entregou 91 milhões de euros de impostos ao Estado relativos aos resultados do primeiro semestre deste ano.


A Caixa Geral de Depósitos entregou 91 milhões de euros de impostos ao Estado relativos aos resultados do primeiro semestre deste ano. Este valor representa um crescimento de quase 400% (392%), em relação ao imposto pago em 2010 e foi responsável pela queda nos lucros semestrais anunciada ontem pela CGD. Antes de impostos os resultados cresceram 47,4% para 182,4 milhões de euros.

São duas as razões para este forte aumento da carga fiscal, explicou ao i o vice-presidente da comissão executiva Norberto Rosa. Por um lado, a CGD vai pagar 14,7 milhões de contribuição extraordinária, um imposto sobre os passivos que entrou em vigor este ano. Por outro lado, o banco teve de anular impostos diferidos (créditos fiscais) resultantes de prejuízos no negócio da Saúde. Como resultado, e sem contar com o novo imposto sobre a banca, os resultados da Caixa foram sujeitos a uma taxa efectiva de IRC de 30%, que é bastante superior à que o sector bancário paga em regra.

Mas se a Caixa está a pagar mais impostos, tudo indica que continuará a não entregar dividendos ao Estado no próximo ano. Segundo Norberto Rosa, a estratégia para reforçar os rácios de solidez financeira do banco, passam pela retenção dos resultados deste ano no balanço. Por outras palavras, no próximo ano, a Caixa não deve propor dividendos ao Estado sobre os lucros deste ano. Situação que já aconteceu este ano.

O banco público está com um rácio core tier 1 (que mede os fundos próprios de base em relação aos activos ponderados pelo seu risco) de 8,6%. Segundo o acordo com a troika, este rácio tem de chegar a 9% este ano e 10% em 2012. A venda de activos, incluindo participações financeiras em empresas, e a redução na carteira de crédito, são outras vias a usar pelo banco público para cumprir estes critérios de solidez.

A actividade bancária do primeiro semestre ficou marcada por uma travagem na concessão de crédito - queda de 255 milhões na habitação e um ligeiro crescimento no segmento das empresas. Ainda assim, as imparidades (perdas em balanço) de crédito dispararam 68,6%, face ao primeiro semestre de 2010, fixando-se em 349,3 milhões de euros.

Os recursos de clientes (onde se incluem os depósitos) cresceram 9,6%. De realçar ainda o corte nos custos operacionais de 8,8%, onde a principal fatia da poupança (10%) foi nos encargos com salários no banco. Mas esta queda foi contrariada pela evolução dos custos na área internacional e hospitalar.

Banca lucra menos que a EDP No primeiro semestre de 2011, o lucro da Caixa atingiu 105,3 milhões de euros, o que traduz uma quebra de 13,2% em relação a Junho do ano passado. O resultado apurado pelo banco público não muda muito o panorama já conhecido dos lucros da banca nacional privada.

As cinco principais instituições financeiras - Caixa, BCP, BPI, BES e Totta - anunciaram um resultado líquido de 487,5 milhões de euros, o que equivale a uma descida de cerca de 46% face ao mesmo período do ano passado e inferior ao lucro superior a 600 milhões de euros registado pela EDP.

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