Lançado em 1927, O Cantor de Jazz (The Jazz Singer, no original), do diretor Alan Crosland, foi o primeiro filme a mesclar som e fala. Na história, Jakie Rabinowitz (Al Jolson) é um jovem judeu apaixonado por jazz que sonha em fazer grande sucesso no mundo do show business. Mas, para isso, ele tem que enfrentar a resistência do pai e ir contra as tradições de sua família.
Estreia de O Cantor de Jazz em um cinema de Nova York
Reza a lenda que, nas sessões de exibição do longa, parte do público desconfiou de que havia uma orquestra escondida dentro do cinema – alguns chegaram até mesmo a revirar a sala em busca de músicos. O som era considerado um recurso impossível por muitos.
Devido ao fato de o jazz ser um estilo musical extremamente ligado à cultura afro-americana, Al Jolson surgiu de rosto pintado em algumas cenas e com traços estereotipados (como lábios grossos) para compor seu personagem.
No livro A Fantástica Fábrica de Filmes: como Hollywood se tornou a capital mundial do cinema, a jornalista Ana Carolina Garcia explica a importância histórica da chegada do som e de O Cantor de Jazz:
O advento do som revolucionou a sétima arte, possibilitando o surgimento daquele que seria o maior gênero de duas décadas seguintes da chamada Era de Ouro de Hollywood: o musical. O primeiro filme sonorizado foi Don Juan (1926), no entanto, O Cantor de Jazz (The Jazz Singer – 1927) foi o primeiro a mesclar som e fala. […]
[…] Esse filme [O Cantor de Jazz] não é totalmente falado. Ele mistura letreiros explicativos com poucos diálogos, e ganhou o Oscar honorário por seu pioneirismo no cinema falado, que revolucionou a indústria cinematográfica, e a estatueta de melhor roteiro adaptado. […]
(A Fantástica Fábrica de Filmes: como Hollywood se tornou a capital mundial do cinema, p. 31-32)
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