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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

EUA são o país com maior risco de mortalidade infantil entre nações ricas, diz estudo


Segundo estudo divulgado pela revista Health Affairs, chance de crianças norte-americanas de até um ano morrerem é 75% maior do que em outras nações ricas
Entre os países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os Estados Unidos foram a nação com maior risco de mortalidade infantil durante a primeira década do século 21.

É o que aponta um estudo realizado pelo Hospital Johns Hopkins, em Baltimore nos EUA, divulgado besta segunda-feira (08/01) pela revista Health Affairs. De acordo com a pesquisa, entre 2001 e 2010, o risco de morte de crianças de até um ano foi 76% maior nos EUA do que em outros países da OCDE. Já entre crianças até 19 anos (número utilizado pela pesquisa), este número é de 57%.
Entre os 20 Estados membros da OCDE, os EUA apresentaram o pior índice. Segundo o estudo, "altos índices de pobreza persistentes, reultados educativos pobres e uma rede de seguridade relativamente débil, fizeram dos Estados Unidos o país mais perigoso entre as nações mais ricas para o nascimento de um bebê".
A pesquisa comparou os índices norte-americanos com Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, França, Grécia, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal, Suécia, Suíça, Turquia e Reino Unido.


Segundo o estudo, "altos índices de pobreza persistentes, fizeram dos Estados Unidos o país mais perigoso entre as nações mais ricas para o nascimento de um bebê"


 
Ashish Thakrar, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, afirmou que os dados sobre mortalidade infantil nos EUA vinham aumentando. Em declaração à Agência Efe, o profissional afirmou que, "desde os anos 1980, as estatísticas de mortalidade infantil nos Estados Unidos têm sido mais altas do que as de outras nações outras nações" do norte.
O cientista ainda apontou para casos de mortalidade entre os adolescentes norte-americanos. Segundo Thakrar, entre 2001 e 2010, adolescentes dos EUA entre 15 e 19 anos apresentam um risco "82 vezes mais alto de morrer em decorrência de arma de fogo" do que as outras nações. 
Diante das estatísticas observadas nos EUA, a pesquisa recomenda "políticas de prevenção [que se foquem] nos bebês (até quando começarem a caminhar) e nos adolescentes entre 15 e 19 anos de idade".


operamundi.uol.com.br

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