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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

CANAL DO PANAMÁ - A SUA HISTÓRIA

canal do Panamá  é um canal artificial de navios com 77,1 quilómetros de extensão, localizado no Panamáe que liga o oceano Atlântico (através do mar do Caribe) ao oceano Pacífico. O canal atravessa o istmo do Panamá e é uma travessia chave para o comércio marítimo internacional. Há bloqueios e eclusas em cada extremidade da travessia para levantar os navios até o lago Gatún, um lago artificial criado para reduzir a quantidade de trabalho necessário para a escavação do canal e que está localizado 26 metros acima do nível do mar. Os bloqueios iniciais tinham 33,5 metros de largura. Uma terceira faixa de eclusas, mais larga, foi construída e entre 2007 e 2016.
França começou a construir o canal em 1880, mas teve que parar devido a problemas de engenharia e pela alta taxa de mortalidade de trabalhadores por doenças tropicais. Os Estados Unidos assumiram o projeto em 1904 e levaram uma década para concluir o canal, que foi inaugurado oficialmente em 15 de agosto de 1914. Um dos maiores e mais difíceis projetos de engenharia já realizados, o Canal do Panamá reduziu muito o tempo de viagem para se cruzar os oceanos Atlântico e Pacífico de navio, o que permitiu evitar a longa e perigosa rota do cabo Horn, no extremo sul da América do Sul, através da passagem de Drake ou do estreito de Magalhães. A passagem mais curta, mais rápida e mais segura para a Costa Oeste dos Estados Unidos e para os países banhados pelo Pacífico, permitiu que essas regiões se tornassem mais integradas à economia mundial. O tempo aproximado para cruzar o canal varia entre 20 e 30 horas.
À época da construção, a posse do território onde está o canal era dos colombianos, depois, dos franceses e dos estadunidenses. Os Estados Unidos continuaram a controlar a Zona do Canal do Panamá até a assinatura dos Tratados Torrijos-Carter, em 1977, que passaram o controle da passagem ao Panamá. Após um período de administração conjunta entre Estados Unidos e Panamá, o canal foi finalmente assumido pelo governo panamenho em 1999 e, agora, é gerenciado e operado pela Autoridade do Canal do Panamá, uma agência do governo do país.

O tráfego anual aumentou de cerca de 1.000 navios, quando o canal foi inaugurado em 1914, para 14.702 embarcações em 2008, sendo que a última medição registrou um total de 309,6 milhões de toneladas movimentadas. Até 2008, mais de 815 mil embarcações tinham passado pelo canal; os maiores navios que podem transitar do canal hoje são chamados de Post-Panamax.
Sociedade Americana de Engenheiros Civis classificou o canal do Panamá como uma das sete maravilhas do mundo moderno.

História


A tentativa francesa








Em 1878, o francês Ferdinand de Lesseps, construtor do canal de Suez, conseguiu a permissão do governo do acle, a quem a região pertencia à época, autorizando a sua companhia a iniciar as obras de abertura do canal.
O projeto de Lesseps constituía-se na abertura de um canal ao nível do mar. Entretanto, na prática, os seus engenheiros nunca conseguiram uma solução prática para o problema do curso do rio Chagres, que atravessava em diversos pontos o traçado projetado para o canal. Além disso, a abertura deste ao nível do mar, implicava na completa drenagem daquele rio, um desafio para a engenharia da época.
As obras iniciaram-se em 1880, com base na experiência de Suez. Entretanto, as diferenças de tipo de terreno, relevo e clima constituíram-se em desafios consideráveis. Chuvas torrenciais, enchentes, desmoronamentos e altíssimas taxas de mortalidade de trabalhadores devido a doenças tropicais, nomeadamente a malária e a febre amarela, causaram demoras imprevistas no projeto original. Em 1885, o plano inicial de um canal ao nível do mar foi alterado, passando a incluir uma comporta. Mas, após quatro anos de investimentos e trabalho, a companhia veio a falir.

A tentativa dos Estados Unidos




Trabalhos de construção na falha de Gaillard, 1907.








O presidente americano Theodore Roosevelt estava convencido de que os Estados Unidos podiam terminar o projeto, e reconheceu que o controle estado-unidense da passagem do Atlântico ao Pacífico seria de uma importância militar e econômica considerável. O Panamá fazia então parte da Colômbia, de modo que Roosevelt começou as negociações com os colombianos para obter a permissão necessária. No início de 1903, o Tratado Hay-Herran foi assinado pelos dois países, mas o senado colombiano não o ratificou. No que foi então, e ainda hoje é, um movimento polêmico, Roosevelt deu a entender aos rebeldes panamenhos que, se eles se revoltassem contra a Colômbia, a marinha estadunidense apoiaria a causa de independência panamenha. O Panamá acabou por proclamar sua independência em 3 de novembro de 1903, e a canhoneira U.S.S. Nashville, em águas panamenhas, impediu toda e qualquer interferência colombiana.
Quando as lutas começaram, Roosevelt ordenou à marinha estado-unidense estacionar navios de guerra perto da costa panamenha para "exercícios de treinamento". Muitos argumentam que o medo de uma guerra contra os Estados Unidos obrigou os colombianos a evitar uma oposição séria ao movimento de independência. Os panamenhos vitoriosos devolveram o favor a Roosevelt permitindo aos Estados Unidos o controle da Zona do canal do Panamá em 23 de fevereiro de 1904 por US$ 10 milhões (como previsto no Tratado Hay-Bunau-Varilla, assinado em 18 de novembro de 1903) e de uma renda anual de 250 mil dólares a partir de 1913. Em 1977 os termos do tratado foram revistos, e o Panamá passou a controlar o canal a partir de 31 de dezembro de 1999.




Construção das eclusas de Pedro Miguel, no início da década de 1910, mostrando as paredes centrais (vistas ao norte) primeiro engenheiro-chefe do projeto foi John Findlay Wallace. Prejudicado pelas doenças e pela escassa organização, sem condições de trabalho, acabou por se demitir após um ano.










O segundo engenheiro-chefe, John Frank Stevens, optou pela construção de um canal com eclusas, propondo-se a controlar o curso do rio Chagres por meio de um aterro de grandes dimensões, formando uma barragem em Gatún. O lago artificial assim formado não apenas forneceria a água e a energia elétrica necessários à operação das eclusas, como também constituiria uma via líquida, que cobriria um terço da distância no istmo. Stevens conseguiu construir a maior parte da infraestrutura necessária para as obras, incluindo a construção de casas para os trabalhadores, a reconstrução da ferrovia do Panamá destinada ao transporte de carga pesada e o projeto de um método eficiente de remoção de entulho decorrente do desmonte de rochas pela ferrovia. Viria a demitir-se, por sua vez, em 1907.
Nesta etapa, o grande sucesso dos EUA foi a erradicação do mosquito transmissor da febre amarela, que havia vitimado cerca de vinte mil trabalhadores franceses. Com base nos trabalhos do médico cubano Juan Carlos FinlayWalter Reed havia descoberto em Cuba, durante a Guerra Hispano-Americana, que a doença era transmitida por mosquitos. Desse modo, as novas medidas sanitárias introduzidas pelo Dr. William C. Dorgaseliminaram a febre amarela em 1905 e melhoraram as condições de higiene e trabalho.
O terceiro e último engenheiro-chefe foi o coronel George Washington Goethals. Sob a sua direcção, os trabalhos de engenharia foram divididos entre a construção de represas, de eclusas e de lagos em ambos os lados, e o grande trabalho de escavação através da falha continental em Culebra (Passo de Culebra, hoje conhecido como Falha de Gaillard).

Inauguração





navio de passageiros SS Kroonland atravessando o canal em 1915.






Após dez anos de trabalho e da escavação de um volume de material quase quatro vezes maior do que o inicialmente projetado, o canal foi finalmente concluído a 10 de outubro de 1913, com a presença do presidente estadunidense Woodrow Wilson, que naquela data apertou o botão para a explosão do dique de Gamboa. Diversos trabalhadores das Índias Ocidentais trabalharam no canal, e a sua mortalidade oficial elevou-se a 5.609 mortos.
Concluídas as obras complementares, quando o canal entrou finalmente em atividade, a 15 de agosto de 1914, constituía-se numa maravilha tecnológica. A complexa série de eclusas permitia até mesmo a passagem dos maiores navios de sua época. O canal foi um triunfo estratégico e militar importantíssimo para os Estados Unidos, e revolucionou os padrões de transporte marítimo.
Os Estados Unidos usaram o canal durante a Segunda Guerra Mundial para revitalizar sua frota militar devastada no Pacífico, após o ataque a Pearl Harbour em 7 de dezembro de 1941. Alguns dos maiores navios que os Estados Unidos tiveram que enviar pelo canal foram porta-aviões, em particular o USS Essex. Estes eram tão largos que, apesar de as eclusas poderem contê-los, os postes de luz que ladeiam o canal tiveram que ser removidos para que pudessem passar. Atualmente, os maiores navios que podem atravessar o canal são conhecidos como Post-Panamax.

Cessão do canal



Sede administrativa do canal do Panamá em Balboa, Panamá.






O canal e a Zona do Canal em torno foram administrados pelos Estados Unidos até 1999, quando o controle foi passado ao Panamá, como previsto pelos Tratados Torrijos-Carter, assinados em 7 de setembro de 1977, nos quais o presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter cede aos pedidos de controle dos panamenhos. Os tratados previam uma passagem gradual do controle aos panamenhos, que se terminou pelo controle total do canal pelo Panamá em 31 de dezembro de 1999.
O Panamá tem, desde então, melhorado o canal, quebrando recordes de tráfego, financeiros e de segurança ano após ano. O canal do Panamá foi declarado uma das sete maravilhas do Mundo Moderno pela Sociedade estado-unidense de engenheiros civis.

Ampliação


Em 3 de setembro de 2007 iniciaram-se as obras para a construção de uma nova hidrovia, que permite a passagem de navios muito maiores, chamados: post-panamax.
O projeto custou 4700 milhões de euros, embora o orçamento inicial ser de 3118 milhões de euros. Teve um atraso de mais de um ano na conclusão das obras e houve ainda um conflito que chegou a levar à paralisação da obra, em 2014.
O plano de expansão consistiu em criar um novo conjunto de comportas paralelo às existentes, que é operado simultaneamente junto às anteriores comportas. Cada conjunto ascende do nível do mar até o lago Gatún em apenas uma passagem, em oposição à situação anterior, onde havia uma passagem em duas etapas, Miraflores/Pedro Miguel.
As dimensões das novas comportas são da ordem de 427 metros de comprimento, 55 de largura e 18,3 de profundidade; a correspondente capacidade para navios será 366 metros de comprimento, 49 de largura e 15 de profundidade. Tais dimensões equivalem a um navio de containers de 12.000 TEU (twenty-foot equivalent - containers de 6,1 metros de comprimento).
Cada conjunto de comportas é acompanhado por bacias de reutilização de água, de dimensões 430 m de comprimento, 70 de largura e 5,5 de profundidade. Tal arranjo permite coletar gravitacionalmente a água utilizada no tráfego pelas comportas, num reaproveitamento de 60%.
As novas comportas entraram em funcionamento em 26 de junho de 2016.
Panorama da entra do Pacífico do canal. Esquerda: Oceano Pacífico e Ponte das Américas; ao fundo, as eclusas de Miraflores.
pt.wikipedia.org


En fotos: La apasionante historia del Canal de Panamá

Una obra de ingeniería sin precedentes. Construido entre 1881 y 1914, se calcula que 27,500 trabajadores murieron por enfermedades y deslizamientos de tierra. Fue administrado por Estados Unidos hasta 1999 y en 2007 comienza la expansión que finalmente concluye el 26 de junio de 2016.




En esta fotografía de 1885,  dos ingenieros franceses empleados en la co...
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El Canal de Panamá se construyó en dos etapas. La primera, entre 1881 y 1888, con el trabajo llevado a cabo por una empresa francesa y en segundo lugar por los estadounidenses que finalmente completaron la obra en 1914. En esta fotografía de 1885, dos ingenieros franceses empleados en la construcción del Canal de Panamá, Sr. Brochard y el Sr. Dauhesne, con sus esposas.Foto: SSPL/Getty Images | Univision.com
Retrato de Ferdinand de Lesseps de 1900. Famoso por la construcción exit...
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Retrato de Ferdinand de Lesseps de 1900. Famoso por la construcción exitosa del canal de Suez. Lesseps y su compañía fueron contratados originalmente para construir el Canal de Panamá, pero renunció en 1889 debido a las dificultades físicas y financieras imprevistas.Foto: The LIFE Picture Collection/Getty Images | Univision.com
Mapa de 1904, La zona del canal. Illustration de Americana Company.
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Separado de Colombia en 1903, el nuevo país, Panamá, concede a Estados unidos la continuación de la construcción del canal iniciado por los franceses. Mapa de 1904, Illustration de Americana Company.Foto: Photo by Buyenlarge/Getty Images | Univision.com
Excavadora de vapor y vagones de volteo franceses cerca de la Colina del...
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Panamá cedió a Estados Unidos los derechos a perpetuidad del canal, y una amplia zona de ocho kilómetros a cada lado del mismo, a cambio de una suma de 10 millones de dólares y una renta anual de 250,000 dólares. Una excavadora de vapor y vagones de volteo franceses cerca de la Colina del Oro, Culebra Cut, en 1904.Foto: Archivo Canal de Panamá | Univision.com
El presidente de Estados Unidos, William Howard Taft (al centro) inspecc...
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El presidente de Estados Unidos, William Howard Taft (al centro) inspecciona la construcción del canal en 1910.Foto: The LIFE Picture Collection/Getty Images | Univision.com
La construcción de la esclusa de Miraflores en el Canal de Panamá en 191...
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La construcción de la esclusa de Miraflores del Canal de Panamá en 1910. El sistema de esclusas de Miraflores es el primero al sur del canal.Foto: The LIFE Picture Collection/Getty Images | Univision.com
El canal comienza a operar formalmente en 1914. En esta imagen de ese añ...
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El vapor Ancón, primer buque en pasar el 15 de agosto de 1914, día en que se inauguró el Canal de Panamá.Foto: The LIFE Picture Collection/Getty Images | Univision.com
Dragas trabajando a lo largo del canal en 1915,  en la zona de Culebra Cut.
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Dragas trabajando a lo largo del canal en 1915, en la zona de Culebra Cut.Foto: Archivo Canal de Panamá | Univision.com
Aviones de guerra sobrevuelan la zona del canal. Para el ejército aliado...
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Aviones de guerra sobrevuelan la zona del canal. Para el ejército aliado el uso del canal de Panamá fue clave durante la segunda guerra mundial.Foto: The LIFE Picture Collection/Getty Images | Univision.com
Un acorazado de la armada de los Estados Unidos cruza el canal en 1945.
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Un acorazado de la armada de los Estados Unidos cruza el canal en 1945.Foto: The LIFE Picture Collection/Getty Images | Univision.com
Un momento de mucho tráfico en la zona de Miraflores, en 1961
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Un momento de mucho tráfico en la zona de Miraflores, en 1961Foto: Kip Ross/National Geographic/Getty Images | Univision.com
Toma aérea de la zona del canal en 1971. Fotografía de sur a norte, desd...
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Toma aérea de la zona del canal en 1971. Fotografía de sur a norte, desde el pacífico hasta el caribe.Foto: Bruce Dale/National Geographic/Getty Images | Univision.com
El agua drena desde las esclusas de Miraflores a través de las alcantari...
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El agua drena desde las esclusas de Miraflores a través de las alcantarillas de 18 pies, fotografía de 1978.Foto: George F. Mobley/National Geographic/Getty Images | Univision.com
En 1977 se Firma del tratado Torrijos-Carter, que supuso la progresiva c...
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En 1977 se Firma del tratado Torrijos-Carter, que supuso la progresiva cesión de la soberanía de la Zona del Canal de Estados Unidos a Panamá.Foto: Dirck Halstead/Liaison/Getty Images | Univision.com
Mireya Moscoso, presidenta de Panamá y el ex presidente de Estados Unido...
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Mireya Moscoso, presidenta de Panamá y el ex presidente de Estados Unidos Jimmy Carter en 1999, luego de firmar el acuerdo para que el país centroamericano administre y controle el canal. La "Comisión del Canal de Panamá" norteamericana dejó de existir, pasando la administración a la Autoridad del Canal de Panamá.Foto: Rodrigo Arangua/Getty Images | Univision.com
Una explosión controlada durante un evento para celebrar el 30 aniversar...
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Una explosión controlada durante un evento para celebrar el 30 aniversario del Tratado de 1977 y el comienzo de la expansión del canal, en 2007. El nuevo proyecto mayusculo, realizado por empresas europeas, tuvo fuertes críticas y problemas financieros. Finalmente pudo concluir en 2016.Foto: Susana Gonzalez/Getty Images | Univision.com
Trabajadores en la nueva etapa del canal, luego de finalizada la expansi...
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Trabajadores en la nueva etapa del canal, luego de finalizada la expansión, el 23 de junio de 2016. A tres días de la inauguración oficial.Foto: Rodrigo Arangua/Getty Images | Univision.com
Para conhecer o Canal, sugiro embarcar em um ônibus da City Sightseeing (city-sightseeing.com/tours/panama) até o Centro de Visitantes de Miraflores (micanaldepanama.com), onde há um museu, um restaurante e um terraço de onde se vê uma das eclusas. O bacana do ônibus é que ele passa por outros pontos de interesse, como os shoppings Multiplaza e Albrook (que têm preços similares aos dos Estados Unidos), o Centro Histórico da cidade e o Amador Causeway, complexo de restaurantes e lojas duty-free. No quesito praias, minha dica é San Blás, um arquipélago com mais de 300 ilhotas com mar inacreditavelmente clarinho. Empresas como a Panama Travel Unlimited (panamatravelunlimited.com) levam desde US$ 135, saindo da cidade do Panamá às 5 horas, com retorno às 19 horas. O trajeto é feito com o veículo 4x4 e barquinho”.
O CANAL DO PANAMÁ É UM CANAL MARÍTIMO COM 81 QUILÔMETROS DE EXTENSÃO, QUE CORTA O ISTMO DO PANAMÁ, LIGANDO ASSIM O OCEANO ATLÂNTICO E O OCEANO PACÍFICO, NO PANAMÁ.
O CANAL É CONSIDERADO COMO UM PONTO IMPORTANTE PARA O COMÉRCIO INTERNACIONAL DEVIDO A GRANDE DIMINUIÇÃO DO PERCURSO FEITO PELOS NAVIOS (A ROTA ALTERNATIVA CONTORNA O CABO HORN).
O CANAL COMEÇOU A SER CONSTRUÍDO EM 1880 E FOI TERMINADO EM 1914. OS ESTADOS UNIDOS E A CHINA SÃO OS PRINCIPAIS USUÁRIOS DO CANAL.
O canal possui quatro grupos de eclusas no lado do pacífico e outro grupo no lado do atlântico. Neste último, as portas maciças de aço das eclusas triplas de Gatún têm 140 metros de altura e pesa 745 toneladas cada uma, mas são tão bem contrabalançadas que um motor de 56kw é suficiente para abri-las e reabri-las. O lago Gatún, que fica a 26 metros acima do nível do mar, é alimentado pelo rio Chagres, onde foi construída uma barragem para a formação do lago. Do lago Gatún, o canal passa pela falha de Gaillard e desce em direção ao pacífico, primeiramente através de um conjunto de eclusas em Pedro Miguel, no lago Miraflores, a 16,5 metros acima do nível do mar, e depois, através de um conjunto duplo de eclusas em Miraflores. Todas as eclusas do canal são duplas, de modo que os barcos possam passar nas duas direções. Os navios são dirigidos ao interior das eclusas por pequenos aparelhos ferroviários. O lado do pacífico é 24 centímetros mais alto do que o lado do atlântico, e tem marés muito mais altas.
O CANAL E A ZONA DO CANAL EM TORNO FORAM ADMINISTRADOS PELOS ESTADOS UNIDOS ATÉ 1999, QUANDO O CONTROLE FOI PASSADO AO PANAMÁ, COMO PREVISTO PELOS TRATADOS TORRIJOS-CARTER, ASSINADOS EM 7 DE SETEMBRO DE 1977, NOS QUAIS O PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS JIMMY CARTER CEDE AOS PEDIDOS DE CONTROLE DOS PANAMENHOS.
OS TRATADOS PREVIAM UMA PASSAGEM GRADUAL DO CONTROLE AOS PANAMENHOS, QUE SE TERMINOU PELO CONTROLE TOTAL DO CANAL PELO PANAMÁ EM 31 DE DEZEMBRO DE 1999.
O PANAMÁ TEM, DESDE ENTÃO, MELHORADO O CANAL, QUEBRANDO RECORDES DE TRÁFEGO, FINANCEIROS E DE SEGURANÇA ANO APÓS ANO. O CANAL DO PANAMÁ FOI DECLARADO UMA DAS SETE MARAVILHAS DO MUNDO MODERNO PELA SOCIEDADE ESTADO-UNIDENSE DE ENGENHEIROS CIVIS.

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