Esta é a história de um homem e sua persistência incontrolável, de tentar fazer um retorno de uma alma que já se foi retorna a vida, no entanto sua ideologia para suprir um amor platônico do mesmo, não se importava com a vida ou não da moça, pois, nem a morte iria separar Carl von Cosel do seu desejo de ter Maria Elena Milagro de Hoyos como esposa.
Mas antes de vocês chamarem ele de maluco... É uma história até, de uma forma, bonita. Mesmo que ultrapasse os limites de aceitação conhecido por nós.
O desejo de ter o que não se pode por hipótese alguma, o de abraçar mas não senti a presença da pessoa, o poder da fertilidade imaginária e os atos feitos, de se fazer o que queira, de transforma algo simples em complicado, se baseia basicamente nos momentos entre Carl e o cadáver de Elena.
(Carl von Cosel)
O personagem principal desta história de amor peculiar é Karl Tanzler. Em 1927, com 50 anos, Karl abandonou a família, sua mulher e os filhos e sua cidade natal, Dresden (Alemanha), e emigrou para Key West, Flórida.
Karl era um homem com uma inteligência muito invejada, um homem instruído, disposto a começar uma nova vida. Na Flórida, Karl Tanzler mudou para um novo nome, Carl Von Cosel, e começou a trabalhar em um hospital especializado no tratamento de pacientes com tuberculose.
A razão para Tanzler alteração a este nome porque ele alegou que, durante sua infância, ele teve a visão do indivíduo apaixonado a raiz ancestral da Condessa Anna Constantina Von Cosel. Isso implicitamente diz o sonho de Tanzler que o verdadeiro amor de sua vida é uma bela mulher com cabelos grisalhos.
Se ilusória ou sonho ou não, certo ou errado, ninguém sabe.
Em seu tempo livre, ele construiu uma oficina em sua casa onde projetava seus delírios transformados em estranhos aparelhos elétricos, órgãos musicais e inclusive, com tempo, chegou a reconstruir um imponente avião utilizando ferro-velho e material militar reciclado que batizou com o nome de “Condessa Elaine”.
Em abril de 1930 uma nova paciente necessitou do atendimento de Carl Von Cosel, era Elena Hoyos. Elena necessitava de tratamento, pois sofria gravimente da Tuberculose. Todos os pacientes e médicos do hospital ficaram chocados com o charme, a pureza de Elena Hoyos e Dr. Carl Von Cosel foi um dos que mais se apaixonaram, vamos dizer que no limite extremo a um certo tipo de paixão profunda o Dr. Carl foi o único.
(Elena Hoyos em 1926)
Elena Milagro de Hoyos era uma bela e jovem modelo cubana filha de um comerciante de fumo, e estabelecida na Flórida com seus pais e duas irmãs. Na primavera de 1930 Elena foi tomada pela tuberculose que já havia dizimado tantas famílias. O pai aproveitou a amizade a base de subornos com um médico do exército para desfrutar de um vasto exame médico no melhor hospital do condado.
A primeira vez que se viram vivos, Carl registrou a imagem que lhe perseguiria o resto de sua vida:
“… vestia um vestido colorido de primavera cuidadosamente passado. Ao redor de seu pescoço um colar de pérolas artificiais. Tinha pernas esbeltas, um cabelo negro liso e longo que balançava sobre seus suaves e bronzeados ombros. Ele evitou seus olhos, mas não seus seios que insistiam em pular nervosamente no decote por culpa da maldita tosse.“
A partir deste momento Von Cosel traçou uma obsessão. Convencido de que tinha sonhado com ela durante décadas e que estava destinada a ser sua esposa, focou sua existência a cultivar inteligentemente o apreço e a estima de Elena. No caminho da sedução perdeu sua lucidez em troca de estranhos inventos e poções mágicas que buscavam a milagrosa cura de sua amada. Gastou uma pequena fortuna em uma bobina de Tesla com o objetivo de induzir descargas curativas na amada Elena.
Carl estava determinado a usar todos os meios para curar a doença de sua amada, apesar do trabalho imenso que iria tomar todo o seu "tempo de respirar um pouco". Tratamentos não ortodoxos como ervas, o tratamento de raios-X e outros tipos de tratamento incluem o uso de equipamentos elétricos foram usados por Carl na tentaiva de salvar Elena. Mas um dos tratamentos mais bizarras é uma solução contendo pó de ouro, bem como não exclui a terapia de choque elétrico.
Por seu verdadeiro amor, Carl Von Cosel se deu de alma, pele e coração a fazer tudo para agradar a Elena, fazendo-a se sentir feliz. Comprava presentes extravagantes para ela, apesar da sinceridade de Carl, Elena ainda não mostrava qualquer atitude de amor ao mesmo. No entanto, o médico esperava que, se ele pudesse curar a doença de Elena, ela o amaria.
(Retrato de Elena Hoyos, a mulher que sussurrou e roubo o coração e o tempo de Carl Von Cosel.)
Em 25 de Outubro de 1931, pouco antes das férias Ma Lo (Dia das Bruxas), apesar dos esforços de Carl Von Cosel, gastando muito para fazer a cura de Elena Hoyos. Sua saúde não correspondeu, simplesmente ela encontrou em Carl o último ombro onde se apoiar antes do presumível desenlace. Mas estava em seu coração.
Ela faleceu na casa de seus pais aos 22 anos. Carl permaneceu junto ao seu leito até o último minuto enchendo-a de vãos cuidados e atenções:
- “…quero ser teu enfermeiro, teu amo, teu amante, teu marido… quero cuidar de ti para sempre ou voar contigo às estrelas!”
O AMOR DE CARL APÓS A MORTE DE ELENA
O abalo de Carl não podendo ajudar, curar sua amada em vida desencadeou sua loucura com a morte. Convenceu à família para pagar o enterro e construir um enorme mausoléu de mármore desenhado pelo próprio Carl. O caixão metálico tinha alguns dutos para fornecer formol e outras substâncias que conservassem o corpo do cadáver. Noite após noite, von Cosel sentava-se junto a seu sarcófago e começava a se comunicar com Elena. Até que um dia, segundo ele, ela suplicou que fosse tirada daquela “prisão” para que pudessem estar juntos novamente.
Elena morreu e foi enterrado em um túmulo acima do solo, a pedido do Dr. Carl Von Cosel, porque ele pensou que a água subterrânea poderia contaminar seu corpo.
A família de Elena sempre confiou em Carl, eles pensavam que entre ele e a pessoa deitada no túmulo há uma certa conclusão espiritual. Mas eles não imaginariam que Carl estava tramando algo que ninguém pudia imaginar.
Em 1933, Carl Von Cosel roubou o corpo de Elena Hoyos de seu túmulo e trouxe para sua casa. Carl estava usando uma grande quantidade de conservantes, isto é difícil porque Elena morreu há dois anos, tentando evitar o cheiro de corpo em decomposição. Nas primeiras noites Carl aproximava um espelho da boca de Elena esperando que o fôlego embaçasse o vidro.
(Os restos de Elena na produção feito por Carl.)
Durante os seguintes sete anos, Von Cosel fez tudo de humanamente possível para manter a sua amada próxima dele; em corpo e alma. Amarrou os ossos com cordas de piano, preencheu seus órgãos desidratados com trapos empapados em líquido embalsamador e canela chinesa. Parte por parte, foi fortalecendo sua pele com trechos de cera e seda, construindo uma máscara de sua face que lhe servia de molde nas manutenções.
Tratava regularmente sua pele com loções, poções e eletro-terapia mediante a bobina de Tesla. Substituiu sua podridão com olhos de vidro, e fabricou uma peruca com os cabelos que perdeu durante tanto tempo. Vestiu-a com um traje de casamento, véu de renda branco, tiara e alianças e , depois de perfumá-la com azeites, ninava-a em sua cama com as melodias que tocava no órgão de fabricação caseira. Elena está lentamente a perder o aspecto natural.
Passaram se os anos e os rumores e a crescente introversão de von Cosel levantaram as suspeitas de seus vizinhos. Nana, a irmã de Elena, odiada por Carl por ser uma “cópia em carrara” da irmã e que sempre foi hostil com ele, se propôs a pesquisar as fofocas dos vizinhos. Uma certa noite espiou Carl através de sua janela observando o ritual diário de tanatopraxia; assustada saiu correndo para denunciar o falso cunhado para as autoridades.
Von Cosel foi detido por profanação e assim aguardou à espera de julgamento. Mas isso não o impedia de pensar que Elena apesar de tudo, sempre estaria com ele.
Os acontecimentos provocaram frenesi nos meios de comunicação da época. A funerária virou um ponto turístico, exibindo o corpo de Elena durante três dias. Mais de 6000 pessoas foram até lá para ver seus restos.
Muitos simpatizaram com o radiologista, achando que o que ele tinha feito era maravilhosamente romântico. Os fãs levaram presentes, apoio e consolo a sua cela; inclusive um grupo de prostitutas cubanas ofereceu seus serviços de forma gratuita. Dois admiradores pagaram a fiança de 1.000 dólares e von Cosel foi para casa esperar a data do julgamento.
Infelizmente para Nana, o delito de Carl tinha prescrito. Carl depois de posto em liberdade foi ironicamente declarado sensato sem pena alguma.
Em 3 de julho de 1952 Carl foi encontrado morto abraçado a uma efígie de cera de tamanho natural de sua amada. Os médicos descobriram através do processo de uma autópsia que Carl criou um tubo em forma de vagina de mulheres, para ter certeza Carl tinha "sexo" com o cadáver de Elena! Um dos médicos havia realizado uma autópsia tinha chocado ao perceber algo. Exclamou:
"Eu testei o corpo na funerária Úbere. No cadáver a vagina, vi um tubo grande o suficiente para conduzir o sexo. A parte inferior do tubo é de algodão, na camada de algodão durante os testes descobri esperma. Eu caí para trás quando vi que estrava lidando com um homem amando corpos, desvios sexuais."
O amor de Carl por Elena foi interminável e assim permaneceu. Todos os dias, Carl conversava com Elena quando seu corpo estava deitado em uma cama grande e ela envolvida por panos. Estas duas pessoas estão juntas, ao ver de Carl.
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sábado, 3 de dezembro de 2016
O enredo de um amor platónico doentio... O Caso de uma paixão entre um homem e um cadáver.
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