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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Tonicha




Antónia de Jesus Montes Tonicha nasceu em Beja no dia 8 de Março de 1946. Ao longo da sua carreira, gravou canções de intervenção, temas de música ligeira e folclore. A artista interpretou autores como José Carlos Ary dos Santos, António Gedeão, José Cid ou Joaquim Pessoa. Começou na Sociedade de Cultura e Recreio Capricho. A música era uma paixão familiar: a sua prima Elizete Tonicher, irmã de Francisco Naia, era cantora e o resto da familia do lado do pai estavam ligados à música mas como amadores. Aos 16 anos vai passar férias para casa de familiares da zona do Barreiro. Com a irreverência da sua juventude decide procurar Corina Freire para ter aulas de canto. Participa no concurso de admissão à Emissora Nacional, onde mentiu dizendo que tinha 18 anos, tendo sido apurada. Iniciou a sua preparação artística com Nóbrega e Sousa tendo integrado os elencos de vários programas da estação. Depois estreia-se também na televisão. Assina com a editora RCA Victor. O disco de estreia, "Luar Para Esta Noite", é editado em 1964. Em 1966 obtém o primeiro Prémio no Festival da Canção da Figueira da Foz com "Boca de Amora". Participa também no filme "Sarilho de Fraldas", de Constantino Esteves, com Nicolau Breyner, António Calvário e Madalena Iglésias. Com "A Tua Canção Avózinha" ganha o 7º Festival da Canção da Figueira da Foz. No ano de 1967 recebeu o Microfone de Ouro do Rádio Clube Português e foi eleita "Mulher Portuguesa do Ano", pelo Clube das Donas de Casa. Vence ainda o Prémio de Imprensa do ano de 1967. Em 1968 fica em 2º no Festival RTP da Canção com "Fui Ter Com a Madrugada". O tema "Calendário" fica em 7º lugar. Grava um EP com temas de José Cid ("La Mansarde" e "Emporte-Moi Loin d'Ici"). Em 1969 é editado um novo EP, ainda com a colaboração de Cid, com os temas "Caminheiro, Donde Vens?", "Terra Sonhada", "Amanhã" e "Canção Para um Regresso". A ideia de Tonicha gravar folclore português partiu do seu marido, o etnólogo João Viegas. Ao "Vira do Malmequer", canção recolhida na zona de Santarém, seguiu-se "Resineiro" um tema gravado por indicação de José Afonso que o tinha gravado anteriormente. Estes dois discos, editados pela RCA Victor/Telectra, venderam mais de 80.000 cópias. Conhece Ary dos Santos através do compositor Nuno Nazareth Fernandes. Os dois serão os autores de "Menina do Alto da Serra" que venceu o Festival RTP da Canção de 1971. O tema fiica em 9º lugar no Festival da Eurovisão, em Dublin, o melhor resultado obtido até essa altura pelo nosso País. A cantora participa com sucesso em vários festivais internacionais. "Poema Pena" fica em 4º nas Olimpíadas da Canção de Atenas, na Grécia, onde Tonicha obteve o 2º prémio de interpretação e Augusto Algueró conseguiu o 1º prémio ex-aequo de orquestração. Fica também em 3º no Festival de Brasov (Roménia) e no Brasil, com "Manhã Clara", ganhou o Prémio da Crítica no VI Festival do Rio de Janeiro. Com "Rosa de Barro" venceu o 1º Prémio de Interpretação no Festival de Split (ex-Jugoslávia). Por iniciativa de José Niza participa, em 1972, no disco "Fala do Homem Nascido", uma opereta gravada para disco, com poemas de António Gedeão. Os cantores são Duarte Mendes, Carlos Mendes, Samuel e Tonicha. O seu primeiro LP é editado em 1972. Ainda nesse ano consegue o 5º lugar no I Festival da OTI com "Glória, Glória Aleluia" de José Cid. Foi ainda uma das presenças na 14ª edição da Taça da Europa de Cantares de Knokke conjuntamente com Paulo de Carvalho, Teresa Silva Carvalho e Thilo Krassman (director musical). Em 1972 grava versões portuguesas de canções de Patxi Andión. O tema "A Rapariga e o Poeta" fica em penúltimo lugar no Festival RTP da Canção de 1973. Após o 25 de Abril, Tonicha funda a editora Discófilo que duraria pouco tempo. Com João Perry grava "Parole, Parole", versão portuguesa de Ary dos Santos, e "Simplesmente Maria". São lançados os discos "Canções de Abril" (conjunto e coros) e "Cantaremos/Lutaremos" (conjunto e coros-2). Participa na revista "Uma no Cravo, outra na Ditadura", com textos do José Carlos Ary dos Santos e música do Fernando Tordo. É editado o single "Portugal Ressuscitado/Canção Combate" dos InClave com Tonicha e Fernando Tordo. A cantora grava ainda um single com os temas "Obrigado Soldadinho" e "Já chegou a Liberdade". Regressa ao folclore com uma nova série de discos dedicados às cantigas do nosso País. O álbum "Cantigas Populares" (Arnaldo Trindade e Ca/Orfeu), com arranjos e direcção musical de Jorge Palma, é editado em 1976. Muda de editora para a Polygram. Grava discos como o "O Menino", "Marcha da Mouraria" e "Tu És o Zé Que Fumas/Cana Verde". Participa no Festival RTP da Canção de 1978 com os temas "Canção da Amizade" (4º), "Pela Vida Fora" (9º), "Um Dia, Uma Flor" (8º) e "Quem Te Quer Bem, Meu Bem" (12º). Ainda em 1978 é editado o single "Zumba Na Caneca", um dos seus maiores sucessos populares. Em 1979 grava um single com os temas "Ao Gaiteiro Português" e "Sericotalho, Bacalhau. Azeite e Alho". Logo a seguir é editado "O Chico Pinguinhas". Grava o álbum "Ela por Ela", em 1980, com canções de Carlos Mendes e Joaquim Pessoa. Em 1987 foi editado o disco "Fátima, Altar do Mundo" constituído por temas religiosos. Está afastada alguns anos dos palcos e da ribalta. Volta em 1993, com o CD "Regresso". Em 1995, volta a gravar temas do cancioneiro no CD "Terras d'Aquém e d'Além-Tejo" Em 1997, volta a gravar canções de amor de grandes compositores e grandes poetas no CD "Mulher". Na Páscoa de 2003 participou num programa do Herman José onde interpretou a "Ave Maria" de Schubert. Em 2005, a Movieplay lançou a compilação "Antologia 1971-1977". Em 2007, a Universal lançou a compilação "Antologia 77-97". Em 2008, a Universal lançou a compilação "Cancões para os meus netos... de qualquer idade". Em 2008, a Farol lançou a compilação "Cantos da Vida", com três inéditos de Jorge Palma, Paulo de Carvalho/José Fanha e Gonçalves Crespo/José Marinho.
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