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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Morreu Celino Silva Foto: Fátima Moreira Chegou aqui a notícia da morte de Celino Silva. Quando me dei conta, ocorreu-me a imagem do homem com quem falei pela primeira vez debaixo dos arcos, na Praça do Giraldo, corria o ano de 1983. Eu, jovem estudante universitária, há pouco chegada, desconhecedora da cidade, procurava elementos para um trabalho académico sobre a presença do ferro forjado naquela Praça. Celino Silva tinha-me sido indicado como possível interlocutor.

Morreu Celino Silva

Foto: Fátima Moreira

Chegou aqui a notícia da morte de Celino Silva. 
Quando me dei conta, ocorreu-me a imagem do homem com quem falei pela primeira vez debaixo dos arcos, na Praça do Giraldo, corria o ano de 1983. Eu, jovem estudante universitária, há pouco chegada, desconhecedora da cidade, procurava elementos para um trabalho académico sobre a presença do ferro forjado naquela Praça. Celino Silva tinha-me sido indicado como possível interlocutor. Do alto da sua figura esguia, parou a passada larga e rápida que trazia, escutou ligeiramente curvado e atento o meu pedido de informação, e encaminhou-me para as fontes que considerou apropriadas. Depois, retomando o passo rápido e a expressão compenetrada, dobrou a esquina para a Rua Nova e desapareceu em direção Praça do Sertório.
Eu fiquei ali parada, surpreendida pela facilidade com que constatava ser possível aceder à informação, ou interpelar pessoas que sendo completamente desconhecidas para mim, eram os representantes do poder na cidade. Corriam então os mandatos autárquicos 1979 /85 em que Celino Silva desempenhou com relevo as funções de Vereador da maioria comunista na Câmara de Évora.
Habituei-me, mais tarde a encontrar este homem nalgumas das salas e corredores onde respirei parte da minha vida. Nos muitos lugares onde se juntavam pessoas ou ideias ligadas ao PCP. Na Universidade de Évora. No curso de Sociologia. Em encontros e conversas diversas sobre Planeamento, sobre Património. Na Assembleia Municipal de Évora onde a sua participação foi marcante. Nas ruas e outros lugares da cidade que Celino habitou atá aos 67 anos. Na mesma cidade perdurará a memória do homem, do político, do técnico, da sua convicção e do seu empenhamento nas causas que considerou relevantes para Évora, para o Alentejo e para a Humanidade.

acincotons.blogsptot.pt

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