Facundo Cabral (1937-2011)
“No dia em que eu morrer
não será necessário usar a balança,
pois para velar a um cantor,
uma “milonga” basta.
Dou a cara ao inimigo
e as costas ao bom comentário,
pois aquele que aceita a lisonja
começa a ser dominado;
o homem acaricia o cavalo… para o montar.”
(Facundo Cabral)
O ofício de cantor pode ser perigoso, sempre que as canções não agradam aos poderosos. A lista de casos que o comprovam é longa e antiga. Por estes dias, essa lista terrível tem mais um nome escrito com sangue: o cantautor e grande figura da música de intervenção argentina, Facundo Cabral.
Durante 74 anos de vida deu a cara ao inimigo, granjeou muitos milhares de amigos em toda a América Latina, insistiu na ideia da Paz, cantou-a, assim como cantou a luta dos povos e a liberdade. Denunciou ditaduras, esteve exilado por isso, correu o mundo.
Não conseguiu evitar as balas dos assassinos que o emboscaram numa viagem entre dois concertos, quando se encaminhava para o aeroporto da capital da Guatemala, neste último sábado.
O corpo regressou ontem à Argentina para ser velado; as cinzas serão sepultadas, provavelmente, hoje. As suas canções... essas voaram...
Até sempre, companheiro!
“No soy de aqui, ni soy de allá” – Facundo Cabral
(Facundo Cabral)
“Pobrecito mi patrón” - Facundo Cabral
(Facundo Cabral)

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