
Category: Tribuna Popular
Na história abundam «deuses», de criação humana, feitos à
imagem dos preconceitos e desígnios de uma realidade e
temporalidade concreta, e cujo saldo de percurso na
super-estrutura social e nas misérias do mundo é hediondo.
Na história abundam «deuses», de criação humana, feitos à
imagem dos preconceitos e desígnios de uma realidade e
temporalidade concreta, e cujo saldo de percurso na
super-estrutura social e nas misérias do mundo é hediondo.
É o caso do episódio bíblico do «bezerro de ouro», recém
recuperado por José Saramago no romance Caim, que
mostra como a adoração dum totem, obviamente
falso, a que se sacrificam os princípios, na esperança de
todas as riquezas do mundo, termina no morticínio
sangrento de milhares de inocentes.
É o caso do «bezerro de ouro» desta fase de domínio
imperialista do mundo, o deus «mercado» – dito
omnipresente, omnisciente e omnipotente -, ou seja, o
capital financeiro multinacional «globalizado» a quem se
imolam as economias mais débeis, como a nossa.
recuperado por José Saramago no romance Caim, que
mostra como a adoração dum totem, obviamente
falso, a que se sacrificam os princípios, na esperança de
todas as riquezas do mundo, termina no morticínio
sangrento de milhares de inocentes.
É o caso do «bezerro de ouro» desta fase de domínio
imperialista do mundo, o deus «mercado» – dito
omnipresente, omnisciente e omnipotente -, ou seja, o
capital financeiro multinacional «globalizado» a quem se
imolam as economias mais débeis, como a nossa.
O resultado é a destruição da produção, das pequenas
empresas e do mercado interno, o roubo do património do
país, dos salários, direitos e prestações sociais, o desemprego, o
assalto aos serviços públicos e funções sociais do
Estado, a imolação dos dinheiros públicos – cujo défice é
pretexto da rapina – e da soberania nacional.
empresas e do mercado interno, o roubo do património do
país, dos salários, direitos e prestações sociais, o desemprego, o
assalto aos serviços públicos e funções sociais do
Estado, a imolação dos dinheiros públicos – cujo défice é
pretexto da rapina – e da soberania nacional.
À média de duas vezes por semana, o deus «mercado»
ameaça e chantageia com terríveis catástrofes e é
«aplacado» com novos sacrifícios, sempre dos mais fracos.
E lá estão os seus sumo-sacerdotes e lacaios para garantir
o repasto à infindável gula do «mercado», com a
promessa de que desta feita o sofrimento terminará.
ameaça e chantageia com terríveis catástrofes e é
«aplacado» com novos sacrifícios, sempre dos mais fracos.
E lá estão os seus sumo-sacerdotes e lacaios para garantir
o repasto à infindável gula do «mercado», com a
promessa de que desta feita o sofrimento terminará.
Os sumo-sacerdotes do «bezerro de ouro» são figuras
como Krugman, Prémio Nobel norte americano, para quem
os salários dos países da periferia da UE precisam de
cair 30%, relativamente à Alemanha, ou o Presidente do
BCE, que garante não existir qualquer ataque
especulativo, mas apenas países prevaricadores das
contas públicas que é necessário sancionar, ou um tal
Barroso ou uma Albuquerque , ex-papagaios de Merkel, que
não se engasgaram ao dar voz à proposta de censura
prévia da Comissão Europeia aos orçamentos de (certos)
estados-membros.
como Krugman, Prémio Nobel norte americano, para quem
os salários dos países da periferia da UE precisam de
cair 30%, relativamente à Alemanha, ou o Presidente do
BCE, que garante não existir qualquer ataque
especulativo, mas apenas países prevaricadores das
contas públicas que é necessário sancionar, ou um tal
Barroso ou uma Albuquerque , ex-papagaios de Merkel, que
não se engasgaram ao dar voz à proposta de censura
prévia da Comissão Europeia aos orçamentos de (certos)
estados-membros.
E os lacaios do «bezerro de ouro» PSD e CDS, e não
só, que entregam à morte a independência económica e a
soberania nacional, no altar do capital financeiro sem pátria
e das grandes potências do directório federalista do Euro.
Numa verdadeira traição nacional. A que um dia se fará
justiça.
só, que entregam à morte a independência económica e a
soberania nacional, no altar do capital financeiro sem pátria
e das grandes potências do directório federalista do Euro.
Numa verdadeira traição nacional. A que um dia se fará
justiça.
Adaptado – OC 2010
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