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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Contra o ascenso do fascismo na Europa Milhares de finlandeses manifestaram-se contra o racismo e o fascismo

Milhares de pessoas protestaram, em Helsínquia, contra o racismo e o fascismo, na sequência de um ataque mortal de um neonazi a um homem de 28 anos



Mais de 15 mil pessoas manifestaram-se este sábado, em Helsínquia, contra o racismo e a violência da extrema-direita, após a morte de um homem que foi atacado numa concentração neonazi.
http://www.abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/finlandia-manif-racismo.jpg?itok=Mq8wCWek

 
Milhares de pessoas mobilizaram-se em várias cidades da Finlândia para reclamar a paz e «romper o silêncio da sociedade finlandesa», que, no entender dos organizadores, «permite e fomenta o crescimento do racismo e da violência da extrema-direita no país», referem o The Guardian e aHispanTV. A maior mobilização teve lugar na capital, Helsínquia.
«O principal objectivo desta manifestação é dizer “basta” e exigir às autoridades mais acções contra o fascismo e o racismo, porque até agora não fizeram o suficiente para travar este fenómeno», afirmou Kaari Mattila, presidente da Federação Finlandesa dos Direitos Humanos, presente em Helsínquia e citada pela HispanTV.
Por seu lado, uma manifestante que disse chamar-se Rosa declarou ao The Guardian que «as pessoas aqui sentem mesmo que não se fala o suficiente sobre o racismo; há muita negligência; todos nós devíamos ser mais assertivos contra o racismo, incluindo os nossos líderes».
Com a chegada de refugiados – cerca de 32 mil o ano passado, na sua maioria provenientes do Iraque –, a Finlândia endureceu as políticas de imigração e estreitou os critérios para a concessão de asilo. Em simultâneo, o sentimento anti-imigração e o extremismo de direita têm vindo a crescer, e o primeiro-ministro, Juha Sipila, tem sido criticado pela excessiva cautela nos seus comentários sobre os movimentos de extrema-direita.
Neste sábado, Sipila participou na mobilização anti-racista que se realizou na cidade de Kuopio, tendo afirmado que «as pessoas estavam ali por uma causa justa» e revelado que o governo tinha intenções de avançar com legislação «mais apertada» no que diz respeito a movimentos extremistas e ao discurso de ódio.
Ataque de grupo neonazi
No início deste mês, um homem de 28 anos foi agredido durante uma concentração e marcha do Movimento de Resistência Finlandês (SVL, na sigla finlandesa), no centro de Helsínquia.
De acordo com testemunhas, o jovem cuspiu para o chão quando passava junto à concentração do grupo neonazi e foi violentamente atacado por um dos seus membros. Levado para um hospital, o agredido veio a falecer uma semana mais tarde.
Há uma semana, a Polícia deteve um membro do SVL, de 26 anos, suspeito de ser o autor das agressões e acusado de homicídio. O ano passado, alguns membros deste grupo de extrema-direita foram presos quando participavam numa manifestação no Centro do país, sendo acusados de atacar transeuntes.

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