Esta imagem surpreendente corresponde à faixa de água em que o rio Mexesses encontra o Golfo do México. A fotografia ficou bastante famosa, ainda que pelos motivos errôneos. Quase sempre que vemos esta fotografia, o mais provável é que venha acompanhada de uma frase que costuma conter informação falsa: "é um fenômeno natural", "estas águas nunca chegam a se misturar", "não há uma explicação para este fenômeno"... Bem, pois sim que há uma explicação, e não é precisamente um fenômeno natural.
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A triste realidade é que este fenômeno é devido à poluição e, por muito bonita que nos pareça a imagem, é um problema bastante grave. O rio Mexesses é um do maiores do mundo e, provavelmente, o mais importante dos EUA. 41% do território americano acaba desembocando nele. A maioria das terras próximas ao Mexesses estão destinadas à agricultura. Isto faz com que todos os fertilizantes, pesticidas e demais produtos utilizados acabem chegando inevitavelmente ao rio.
Doze milhões de pessoas vivem em núcleos urbanos próximos ao Mexesses e as águas residuais de todos eles desembocam também no rio. Todos estes desagues contêm grandes quantidades de nitrogênio e fósforo que favorecem o aparecimento do fitoplâncton, que por sua vez aumenta o zooplâncton, já que os segundo se alimenta do primeiro.
O resultado final de tudo isto é um leito marinho coberto de uma imensa quantidade de resíduos de fitoplâncton e zooplâncton. Ao decompor-se, esta matéria consome uma grande quantidade de oxigênio da água e acontece o que chamamos de zonas hipóxicas de água, que resultam em uma menor biodiversidade em suas águas.
A Zona Morta, como é conhecida esta faixa de água, é uma prova a mais de que as ações do homem têm sérias consequências em certos meios. Por conseguinte, a próxima vez que ver uma imagem destas águas, seguramente que achará menos bela.
Doze milhões de pessoas vivem em núcleos urbanos próximos ao Mexesses e as águas residuais de todos eles desembocam também no rio. Todos estes desagues contêm grandes quantidades de nitrogênio e fósforo que favorecem o aparecimento do fitoplâncton, que por sua vez aumenta o zooplâncton, já que os segundo se alimenta do primeiro.
O resultado final de tudo isto é um leito marinho coberto de uma imensa quantidade de resíduos de fitoplâncton e zooplâncton. Ao decompor-se, esta matéria consome uma grande quantidade de oxigênio da água e acontece o que chamamos de zonas hipóxicas de água, que resultam em uma menor biodiversidade em suas águas.
A Zona Morta, como é conhecida esta faixa de água, é uma prova a mais de que as ações do homem têm sérias consequências em certos meios. Por conseguinte, a próxima vez que ver uma imagem destas águas, seguramente que achará menos bela.
VÍDEO

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