
A informação foi avançada pelo Observador, que teve acesso a 'e-mails' que foram apensos ao processo de rendas da EDP, depois de a Universidade de Columbia ter-se mostrado disponível para partilhar com o Ministério Público toda a documentação relacionada com a contratação do antigo ministro da Economia
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Terá sido o próprio Manuel Pinho, ex-ministro da Economia, a oferecer-se para dar aulas na Universidade de Columbia, à qual sugeriu o patrocínio da subsidiária americana da EDP para pagar o seu salário.
A informação foi avançada pelo Observador, que teve acesso a um conjunto de novos 'e-mails' que foram apensos ao processo das "rendas excessivas" da EDP, depois de a referida instituição de ensino ter-se mostrado disponível para partilhar com o Ministério Público toda a documentação relacionada com a contratação de Manuel Pinho.
A documentação obtida pelo jornal coloca em causa a garantia feita várias vezes pela EDP de que tanto a proposta para o patrocínio de 1,2 milhões de dólares (cerca de 980 mil euros), como a contratação de Manuel Pinho, deram-se por iniciativa da Universidade de Columbia.
Por outro lado, reforça, segundo o Ministério Público, os indícios da prática de um crime de corrupção e de participação económica em negócio que recaem sobre António Mexia e João Manso Neto e os indícios da prática de corrupção ativa imputados a Manuel Pinho. As aulas na universidade são vistas como uma contrapartida pelos alegados favorecimentos de Manuel Pinho à EDP nos contratos CMEC que a empresa tem com o Estado.
Os 'e-mails' enviados pela Universidade de Columbia revelam também que o ex-ministro da Economia pediu várias vezes aos responsáveis norte-americanos para não contarem à imprensa portuguesa que foi a EDP quem patrocinou o curso de Manuel Pinho, diz o Observador.
“Em Portugal, a situação é semelhante à da Alemanha antes da II Guerra Mundial. É muito perturbadora e perigosa”, escreveu Pinho em março de 2012 a um destes responsáveis. “É por isso que gostaria que existisse controlo total se os jornalistas portugueses ligarem (…) as respostas têm de ser muito claras: não”, acrescentou o antigo ministro. Não, isto é, não era a EDP que estava a pagar o curso.
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