Passos Coelho – Como uma fossa séptica...
Aí está o agravamento da austeridade que Passos Coelho garantiu que não se daria! O agravamento de que não falou antes das Autárquicas, «para não espantar a caça», como disse Marques Mendes, numa escolha de palavras extremamente "elegante".
Passos Coelho abre a boca e é como se fossemos atingidos por uma rabanada de vento vinda directamente de uma fossa séptica. O indivíduo rumina o próprio esterco das suas ideias putrefactas.
A miserável "hiena" seria risível, se a sua mania de falar num português indigente, cheio de frases “novas” e significados “criativos”, não estivesse directamente ligada à ruína do país, ao roubo dos seus recursos colocados nos bolsos dos amigos, ao esmagamento dos trabalhadores, tanto pelo corte generalizado dos seus meios de subsistência como pelo terror do desemprego gigantesco e crescente, fabricado exactamente para puxar para baixo os níveis salariais, ao êxodo de jovens, à morte prematura dos mais velhos e pobres.
E assim vemos o desfile das “requalificações”, das "modulações", das "refundações", dos “ajustamentos”, os“choques de espectativas” e toda restante tralha linguística com que este bandalho pretende confundir quem o ouve.
E assim chegamos a este apelo feito aos economistas, politólogos e comentadores em geral. O apelo para que façam os possíveis, nas suas intervenções públicas, nomeadamente nos meios de comunicação, por «reposicionar as espectativas» das pessoas.
Portando, caras amigas e amigos, quando um qualquer dos lacaios de serviço estiver a tentar lavar-nos o cérebro com mais uma dose do “pensamento único dos mercados”... na verdade, não estará!
Estará a “reposicionar as nossas espectativas”!

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