“O Veneno da Lata” aconteceu no final da primavera, início do verão de 1987, mais precisamente no mês de Setembro, quando começa a temporada de surfe nas praias do Rio de Janeiro e São Paulo.
Tudo começou quando o cargueiro Solana Star, que havia saído de Singapura, atravessava a costa brasileira carregando algo em torno de 20 toneladas de maconha prensada, que ia para os Estados Unidos (chupa EUA!).
Dois detalhes tornam essa história fantástica, quase irreal: a maconha estava prensada em latas de alumínio disfarçadas de suco de uva e a quantidade de THC na maconha “da lata” era muito melhor do que a “palha” que rodava no Brasil, naquela época.
Dois detalhes tornam essa história fantástica, quase irreal: a maconha estava prensada em latas de alumínio disfarçadas de suco de uva e a quantidade de THC na maconha “da lata” era muito melhor do que a “palha” que rodava no Brasil, naquela época.
A história diverge muito no por quê, mas o que aconteceu foi que a tripulação do Solana Star teve que se livrar de toda a carga, pois a Polícia Federal estava no encalço deles. Quando chegaram no navio, o convés já estava vazio. Nada de latas, nem de tripulação, exceto pelo cozinheiro do navio (o laranjão rodou sozinho).
Mas a história do Solana Star não é importante. O que realmente importa foi o que aconteceu em seguida. As latas começaram a aparecer em todo o litoral carioca e paulista, fazendo a alegria até mais ao sul do Brasil, como no Espirito Santo e até mesmo em Santa Catarina.
Não acredita? Bom, não sou eu quem tá falando:
Surfistas e pescadores fizeram a festa. Eram escalados diariamente para buscarem as latas que apareciam no mar.
Aproveitaram para tirar uns trocados, cobrando para buscar as latas ou vendendo a maconha das latas que encontravam. Além de, frequentemente, perderem uns neurônios.
Relatos de quem experimentou a erva da lata, afirmam que a qualidade era indiscutivelmente superior. Daí surgiu o termo “Veneno da lata” e todas as variações da lata!
Mais detalhistas dizem que ela tinha um paladar caramelizado, quase doce. Se hoje os cariocas já são meio pancada, com certeza temos uma culpada “na lata”.
Mais detalhistas dizem que ela tinha um paladar caramelizado, quase doce. Se hoje os cariocas já são meio pancada, com certeza temos uma culpada “na lata”.
Há quem diga que essa história é mentira, mesmo com os relatos e evidências…
Mas e o Solana Star? Bom, o navio foi leiloado e transformado num atuneiro (barco de pescar temaki).
Mas a alegria dos lariquentos durou pouco, pois o Tunamar (novo nome do Solama Star) naufragou perto do Arraial do Cabo em sua primeira expedição como barco que pesca comida japonesa. Os maconheiros de plantão dizem que foi castigo de Jah. Já os navegantes, acham que é maldição do mar, pois não se deve trocar o nome de uma embarcação.
Mas a alegria dos lariquentos durou pouco, pois o Tunamar (novo nome do Solama Star) naufragou perto do Arraial do Cabo em sua primeira expedição como barco que pesca comida japonesa. Os maconheiros de plantão dizem que foi castigo de Jah. Já os navegantes, acham que é maldição do mar, pois não se deve trocar o nome de uma embarcação.
De qualquer jeito, se você for um mergulhador experiente, você pode visitar o que restou do Solana Star, ainda quase intacto e conhecer o navio que trouxe uma das mais incríveis histórias que esse país presenciou.
E você, o que acha dessa história? Verdade ou história de pescador maconheiro? Conhece alguém que já provou do ‘Veneno da Lata’?
Pra quem tem curiosidade de saber mais sobre o ‘Veneno da Lata’, assista entrevistas do jornalista Wilson Aquino, que escreveu o livro “Verão da Lata – um verão que ninguém esqueceu”, no programa do Danilo Gentili:
Ocioso
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