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Depois de ter aumentado impostos e diminuído salários, pensões, subsídios de desemprego, abonos de família, bolsas de estudo e a generalidade das prestações sociais, o Governo acaba de anunciar que vai aumentar para 50 milhões de euros o apoio às instituições que fornecem refeições aos mais pobres.
É claro que precisamos de nos preocupar com o básico do mais básico – comer, vestir, calçar, um tecto. E é disso que o nosso Governo se apresta a começar a tratar! Quando aos cidadãos mais não resta que recorrer à caridade pública.
Depois das ruinosas políticas que nos conduziram a uma taxa de desemprego que não pára de aumentar, à baixa generalizada dos rendimentos do trabalho e à recessão na generalidade da economia, o governo apresta-se a apanhar os cacos. Só que os cacos são os portugueses atirados para os limites da sobrevivência, em número que não pára de aumentar.
Bem ao gosto do assistencialismo que caracteriza a cartilha néo-liberal, para quem o Estado mínimo é o máximo, bem pode P. Coelho preparar-se para continuar a aumentar as verbas para as “sopas dos pobres” , a que certamente se seguirão os abrigos para os despejados da nova lei do arrendamento.
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Em 1918 é criada a Associação 5 de Dezembro, com o objectivo de ajudar os mais carenciados. A faceta mais visível desta política é a distribuição de alimentos (a conhecida “Sopa dos pobres” ou “Sopa de Sidónio”). A presença de Sidónio Pais na inauguração das várias “Cozinhas” permite-lhe cultivar a imagem de presidente generoso e amigo dos mais desfavorecidos.” Sobre Sidónio Pais ver aqui.
O êxito da Sopa de Sidónio foi tão grande que se prolongou por décadas. Hoje está de regresso!
Praça do Bocage