Agora que Janeiro já lá vai e Fevereiro caminha a passos largos nas nossas vidas, também as amendoeiras estão-se despindo do seu manto branco que tanto encantou inúmeros olhares.
Num passeio dado nesta bela tarde de sol de inverno, constatei que já são poucas as que ostentam ainda o vestido branco que a mãe Natureza lhes oferece nesta época do ano.
Para acompanhar as duas fotos obtidas há horas atrás nos arredores de Loulé, escolhi esta bela poesia do louletano Cândido Guerreiro mestre das letras poéticas de outros tempos.
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«AMENDOEIRAS»
Em Fevereiro, quando lá de cima
Deus, com a tinta de luar, escreve
Seus lindos versos algarvios, rima
A flor das amendoeiras com a neve…
Deus, com a tinta de luar, escreve
Seus lindos versos algarvios, rima
A flor das amendoeiras com a neve…
Neve em flor! Sonho! Alvura! Quem descreve
O noivado irreal que se aproxima,
Pão branco, tão diáfano, tão leve,
Que nem talvez na música se exprima?
O noivado irreal que se aproxima,
Pão branco, tão diáfano, tão leve,
Que nem talvez na música se exprima?
- Meninas da primeira comunhão,
Ascéticas, descendo da montanha
À beira do caminho em procissão,
Ascéticas, descendo da montanha
À beira do caminho em procissão,
Em vias-lácteas de perfume brando,
Oiço-vos bem a sinfonia estranha,
- Porque, amendoeiras, vós estais cantando…
Oiço-vos bem a sinfonia estranha,
- Porque, amendoeiras, vós estais cantando…
\\\\\ Fotos obtidas na tarde de hoje nos arredores de Loulé
Posted by Palma
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