Incrível o pássaro mais raro do mundo é fotografado pela primeira vez.
Mas é morto logo depois pelo pesquisador
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O pássaro martim-pescador-de-bigode.
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Pesquisador responsável pela equipe que encontrou o animal disse que não foi uma decisão fácil, mas que exames no pássaro morto podem ajudar a proteger a espécie no futuro.
No dia 23 de setembro, a equipe do biólogo Chris Filardiconseguiu fotografar pela primeira vez um pássaro macho da espécie Actenoides bougainvillei excelsus. Filardi dirige o programa do Pacífico no Museu Norte-Americano de História Natural e afirmou em nota publicada no site da instituição que procurava pela ave há mais de 20 anos. Seu habitat natural fica em Guadalcanal, nas Ilhas Salomão.
Apenas três exemplares da espécie já tinham sido avistados na década de 1920 e 1950, mas eram fêmeas. A voz e os hábitos dos machos são pouco conhecidos.
A notícia, portanto, foi comemorada, mas ao mesmo tempo causou muita polêmica. Isso porque, logo depois de ser capturada, a ave foi morta para ser estudada pelos cientistas. Na página do Facebook do museu, onde a foto foi divulgada, muitos internautas questionaram a decisão de Filardi e sua equipe. NoHuffington Post, Marc Bekoff, professor de ecologia da Universidade do Colorado, escreveu um texto questionando amorte de animais em nome da ciência.
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Filardi segurando o martim-pescador-de-bigode.
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Filardi respondeu as críticas em um texto publicado no site da organização de conservação ambiental Audubon. "Essa não foi uma decisão fácil nem foi tomada no calor do momento", garantiu Filardi. Ele diz que trabalha há 25 anos para conservar a vida selvagem. Ele diz que a descoberta mais importante do trabalho de campo realizado nas últimas semanas não foi a captura do exemplar fotografado, mas verificar que o habitat da espécie está saudável. Eles estimaram a população do pássaro em 4 mil indivíduos e garantem que, apesar de ser pouco conhecida na ciência ocidental, não é uma espécie ameaçada ou em extinção.
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O "céu ilha" de Guadalcanal.
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Ele justifica que a morte da ave é uma prática padrão para biólogos que fazem trabalhos de campo e que antes de matá-la foram considerados critérios como o impacto na população. O exemplar, escreve Filardi, vai ajudar os pesquisadores a entenderem melhor o animal e como ele reage a situações específicas. Esse conhecimento poderia ajudar a proteger a espécie no futuro, diz.
bio-orbis.blogspot.pt



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