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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Este jovem entrou na zona proibida de Fukushima e fez imagens inéditas e impactantes


O cenário é apocalíptico e fantasmagórico, como se a população de uma cidade inteira tivesse simples e subitamente abandonado o que estavam fazendo e fugido, largando tudo para trás. Assim permanecem as cidades dentro da zona vermelha de exclusão, no Japão, próximas à usina de Fukushima, depois do terremoto seguido de uma tsunami que assolou o país. Pela primeira vez, as regiões de Okuma, Futaba e Namie foram fotografadas hoje em dia. E tudo permanece lá, intacto, como se a qualquer momento os locais fossem ser arrumados para voltarem a funcionar.
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Quem realizou a arriscada proeza de visitar esses locais e fotografa-los foi o jovem Keow Wee Loong, que arriscou a própria vida para entrar nessa zona proibida. A sensação imediata, segundo ele conta, foi de ardor nos olhos e um espesso cheiro químico no ar, mesmo com a máscara de proteção. Loong entrou no local sem autorização, de madrugada através de uma floresta, com nada além de um GPS e do Google Maps.
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A região foi evacuadas assim que o alarme do tsunami ecoou, o que fez com que fosse abandonada perfeitamente como estava. Por isso é ainda possível encontrar comida, roupas, computadores, produtos diversos e dinheiro ao alcance das mãos. Horas depois da evacuação, a explosão na usina ocorreu.
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Segundo ele, caminhar por uma cidade abandonada e pouquíssimo visitada nos últimos cinco anos foi como um estranho sonho infantil, de se estar sozinho em um supermercado e poder comer o que quiser – mas, é claro, no sonho não existe o altíssimo nível de radiação que ainda permanece na zona vermelha de exclusão. Entre o fantástico e o terror, é como se lá a radiação tivesse impedido o tempo de passar.
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© Fotos: Keow Wee Loong

vivimetaliun.wordpress.com

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