Com a difusão da lagarta da seda, o molusco não podia competir com a contínua e ilimitada produção e, ademais, estava condicionado pela trabalhosa técnica, na qual se especializavam apenas poucas famílias.
Chiara reúne a matéria-prima necessária para tecer a seda marinha a cada primavera: ela sai no início da manhã para mergulhar e cortar a saliva solidificada do molusco. Ela dominou a técnica de corte especial que permite retirar o material secretado sem matar o mexilhão. 300 a 400 mergulhos mais tarde, ela é capaz de reunir cerca de 200 gramas de material.
Chiara reúne a matéria-prima necessária para tecer a seda marinha a cada primavera: ela sai no início da manhã para mergulhar e cortar a saliva solidificada do molusco. Ela dominou a técnica de corte especial que permite retirar o material secretado sem matar o mexilhão. 300 a 400 mergulhos mais tarde, ela é capaz de reunir cerca de 200 gramas de material.
Uma vez que ela tem o material pronto, ela começa o processo de tecelagem em seu estúdio, o Museu do Bisso, na ilha de Sant'Antioco da Sardenha. Ela começa por deixar o material de molho em uma mistura de oito algas. Quando está seco, ela enrola os filamentos finos em conjunto com um fuso, para formar o fio dourado. Ela gira os fios várias vezes para fortalecê-lo, para que possa então ser utilizado em um tear antigo. O bisso é muito delicado e arrebenta quando colocado em um tear moderno.
De acordo com Chiara, essa forma de arte nasceu há 10.000 anos pelo menos no antigo Oriente Médio, e foi trazida para Sant'Antioco pela princesa Berenice, a bisneta de Herodes, o Grande, durante a segunda metade do primeiro século.
De acordo com Chiara, essa forma de arte nasceu há 10.000 anos pelo menos no antigo Oriente Médio, e foi trazida para Sant'Antioco pela princesa Berenice, a bisneta de Herodes, o Grande, durante a segunda metade do primeiro século.
- "A própria Bíblia menciona indiretamente o bisso", diz Angela Corrias, uma editora do Go Nomad. - "Lembre-se, quando se diz que o rei Salomão apareceu 'brilhante' em público? Por que você acha que isso aconteceu? Ele estava vestindo roupas feitas de bisso, que no escuro parece marrom, mas uma vez na luz, brilha como ouro".
As peças de Chiara são exibidas em museus em Roma, Londres, Nova York e Paris, e foram presenteados a presidentes e papas. Cada peça é estimada em centenas de milhares de dólares, mas, surpreendentemente, ela não aceita nenhum dinheiro em troca do material que ela produz tão meticulosamente.
As peças de Chiara são exibidas em museus em Roma, Londres, Nova York e Paris, e foram presenteados a presidentes e papas. Cada peça é estimada em centenas de milhares de dólares, mas, surpreendentemente, ela não aceita nenhum dinheiro em troca do material que ela produz tão meticulosamente.
- "Seria como comercializar o vôo de uma águia", diz ela. - "O bisso é a alma do mar. É sagrado". Acreditam realmente que o tecido traz boa sorte e fertilidade, de modo que ela dá o tecido de graça para todas as pessoas que se aproximam para ajudá-la.
- "Antes eram imperadores [que usavam linho], agora são as mulheres jovens e casais recém-casados. Eu teço para pessoas comuns, pobres, pessoas em necessidade".
- "Antes eram imperadores [que usavam linho], agora são as mulheres jovens e casais recém-casados. Eu teço para pessoas comuns, pobres, pessoas em necessidade".
Chiara, que aprendeu a arte da tecelagem do bisso com sua avó, disse que tecer a seda do mar é um ofício que a sua família vem fazendo ao longo dos séculos:
- "Não é questão de dinheiro, jurei a minha avó e ao mar que conservaria a arte do bisso. O segmento mais importante para a minha família foi o fio de sua história, sua tradição". Ninguém em sua família ganhou um centavo com isso. Chiara e seu marido moram em sua pensão e recebem doações ocasionais feitas por generosos transeuntes.
- "Não é questão de dinheiro, jurei a minha avó e ao mar que conservaria a arte do bisso. O segmento mais importante para a minha família foi o fio de sua história, sua tradição". Ninguém em sua família ganhou um centavo com isso. Chiara e seu marido moram em sua pensão e recebem doações ocasionais feitas por generosos transeuntes.
Aparentemente, ninguém na história foi capaz de comercializar a tecelagem de linho fino, que provavelmente é a causa de ser uma arte esquecida. Evangelina Campi, uma professora de história italiana, revelou que existia um número de mulheres hábeis com o bisso até a era de Mussolini. Algumas delas até tentaram montar um negócio e ganhar dinheiro com isso.
- "A fábrica funcionou apenas três meses e fechou", disse ela. - "Esta é uma coisa que você não pode lucrar. Estranhamente, algo ruim aconteceu com todas as pessoas que queriam fabricar bisso em larga escala no passado. É como se Deus enviasse uma mensagem".
- "A fábrica funcionou apenas três meses e fechou", disse ela. - "Esta é uma coisa que você não pode lucrar. Estranhamente, algo ruim aconteceu com todas as pessoas que queriam fabricar bisso em larga escala no passado. É como se Deus enviasse uma mensagem".
A porta do Museu do Bisso está sempre aberta e a entrada é grátis. Quem visita o museu encontra uma Chiara Vigo sempre disposta a falar com os visitantes. A visita começa diferente a cada vez, porque é modificada segundo a necessidade das visitas. É possível observar o trabalho de Chiara: a fiação, o tear e o tecido das fibras. A pedido, podem ser realizadas lições a alunos que tenham escolhido este tema como tese de estudo.
Acredita-se que algumas mulheres idosas da região saibam como tecer a seda do mar, mas Chiara é a única pessoa na Itália, que colhe e produz o tecido regularmente. Ela também passa suas noites falando sobre a arte para aqueles que estejam interessados. Sua filha, uma estudante no norte da Itália, tem a intenção de seguir os seus passos.
Acredita-se que algumas mulheres idosas da região saibam como tecer a seda do mar, mas Chiara é a única pessoa na Itália, que colhe e produz o tecido regularmente. Ela também passa suas noites falando sobre a arte para aqueles que estejam interessados. Sua filha, uma estudante no norte da Itália, tem a intenção de seguir os seus passos.
Segundo a tradição, um mestre percebe quando é o momento de ir, cedendo o lugar a quem lhe sucederá. Chiara crê ser só um instrumento desta arte, que deverá ser mantida pela filha ou quem quiser aprender, mas, de preferência, que sua sucessora também não venda jamais o bisso.
http://www.mdig.com.br
Sem comentários:
Enviar um comentário