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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Carta Aberta a um MENTECAPTO (João César das Neves)


CARLOS PAZ É PROFESSOR NO ISEG

Carta Aberta a um MENTECAPTO (João César das Neves)
Meu Caro João,
Ouvi-te brevemente nos noticiários da TSF no fim-de-semana e não acreditei
no que estava a ouvir.
Confesso que pensei que fossem “excertos”, fora de contexto, de alguém a
tentar destruir o (pouco) prestígio de Economista (que ainda te resta).
Mas depois tive a enorme surpresa: fui ler, no Diário de Notícias a tua
entrevista (ou deverei dizer: o arrazoado de DISPARATES que resolveste
vomitar para os microfones de quem teve a suprema paciência de te ouvir).
E, afinal, disseste mesmo aquilo que disseste, CONVICTO e em contexto.
Tu não fazes a menor ideia do que é a vida fora da redoma protegida em que
vives:
Não sabes o que é ser pobre;
Não sabes o que é ter fome;
Não sabes o que é ter a certeza de não ter um futuro.
Pior que isso, João, não sabes, NEM QUERES SABER!
Limitas-te a vomitar ódio sobre TODOS aqueles que não pertencem ao teu
meio. Sobes aquele teu tom de voz nasalado (aqui para nós que ninguém nos
ouve: um bocado amaricado) para despejares a tua IGNORÂNCIA arvorada em
ciência.
Que de Economia NADA sabes, isso já tinha sido provado ao longo dos MUITOS
anos em que foste assessor do teu amigo Aníbal e o ajudaste a tomar as
BRILHANTES decisões de DESTRUÍR o Aparelho Produtivo Nacional (Indústria,
Agricultura e Pescas).
És tu (com ele) um dos PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS de sermos um País SEM FUTURO.
De Economia NADA sabes e, pelos vistos, da VIDA REAL, sabes ainda MENOS!
João, disseste coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “A MAIOR
PARTE dos Pensionistas estão a fingir que são Pobres!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Mais de 85% das Pensões pagas em Portugal são INFERIORES a 500 Euros por
mês (bem sei que algumas delas são cumulativas – pessoas que recebem mais
que uma “pensão” - , mas também sei que, mesmo assim, 65% dos Pensionistas
recebe MENOS de 500 Euros por mês).
Pior, João, TU TAMBÉM sabes. E, mesmo assim, tens a LATA de dizer que a
MAIORIA está a FINGIR que é Pobre?
Estarás tu bom da cabeça, João?
João, disseste mais coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo:
“Subir o salário mínimo é ESTRAGAR a vida aos Pobres!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Na tua opinião, “obrigar os empregadores a pagar um salário maior” (as
palavras são exactamente as tuas) estraga a vida aos desempregados não
qualificados. O teu raciocínio: se o empregador tiver de pagar 500 euros
por mês em vez de 485, prefere contratar um Licenciado (quiçá um Mestre ou
um Doutor) do que um iletrado. Isto é um ABSURDO tão grande que nem é
possível comentar!
Estarás tu bom da cabeça, João?
João, disseste outras coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo:
“Ainda não se pediram sacrifícios aos Portugueses!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Ainda não se pediram sacrifícios?!?
Em que País vives tu, João?
Um milhão de desempregados;
Mais de 10 mil a partirem TODOS os meses para o Estrangeiro;
Empresas a falirem TODOS os dias;
Casas entregues aos Bancos TODOS os dias;
Famílias a racionarem a comida, os cuidados de saúde, as despesas escolares
e, mesmo assim, a ACUMULAREM dívidas a TODA a espécie de Fornecedores.
Em que País vives tu, João?
Estarás tu bom da cabeça, João?
Mas, João, a meio da famosa entrevista, deixaste cair a máscara:
“Vamos ter de REDUZIR Salários!”
Pronto!
Assim dá para perceber. Foi só para isso que lá foste despejar os
DISPARATES todos que despejaste.
Tinhas de TRANSMITIR O RECADO daqueles que TE PAGAM: “há que reduzir os
salários!”.
Afinal estás bom da cabeça, João.
Disseste TUDO aquilo perfeitamente pensado.
Cumpriste aquilo para que te pagam os teus amigos da Opus Dei (a que
pertences), dos Bancos (que assessoras), das Grandes Corporações (que te
pagam Consultorias).
Foste lá para transmitir o recado: “há que reduzir salários!”.
Assim já se percebe a figura de mentecapto a que te prestaste.
E, assim, já mereces uma resposta:
Vai à MERDA, João!
Um Abraço,
Carlos Paz
Quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo
o que somos.

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