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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

NÃO SOU COMUNISTA, NÃO, MAS QUEM ME DERA



Maria Batista (facebook)

“NÃO SOU COMUNISTA,NÃO.QUEM ME DERA”
Já não é a primeira vez que a propósito de um ou outro comentário que eu faço, mais ou menos pertinente, sempre incisivo e pleno de oportunidade, indirectamente me apelidam de comunista.


A este propósito queria dizer o seguinte: Não, não sou comunista. Quem dera que o fosse. E não sou comunista porque, para o ser , eu teria que ter um perfil que se coadunasse com esta excelente doutrina filosófica. Os comunistas, em regra mas, sobretudo, em Portugal, são as pessoas mais impolutas da sociedade, as pessoas que servem as causas mais nobres e as que, sempre estão nas primeiras fileiras do combate. Foi assim no passado, quando doía, é agora, no nosso quotidiano de democracia balofa. Por isso, descanse quem pensa que me insulta com esse título. Pelo contrário, enche-me o peito de orgulho, pela comparação e, quando muito, posso aceitar ser "aprendiz de comunista". É que, todos podemos ser contra o governo e todos podemos e devemos ter causas. Sem dúvida. Mas, não é comunista quem quer.Não, de todo. É preciso ser homem e mulher de valores, de causas, de princípios. É preciso ter interiorizada a ideia firme de que se necessário for teremos que dar a vida por essas mesmas causas e valores. É necessário pautar a vida e a sua conduta pela lisura, ter sentido ético, ser solidário em todos os momentos e não apenas no Natal. Ajudar os outros, repartir, contribuir voluntariamente, ser fiel e ser amigo, não discriminar, fomentar a concórdia entre todos e promover a paz entre nós próprios e entre os povos. Enfim, ser comunista é ser diferente e sobretudo, ser exemplo. Basta olhar á nossa volta e ver o trabalho exemplar, abnegado e sério que os comunistas fizeram, fazem e sempre farão em prol das pessoas e do país. Em todas as instituições que dirigem ou em que integram esses órgãos, os comunistas dão o melhor que têm e o seu trabalho fala por si. Esse termo do "comunista" foi incutido no tempo do fascismo, para caracterizar todos os revolucionários que se opunham á ditadura e era, uma honra ser assim baptizado. Mas o termo era aplicado a todos, embora a maioria fossem efectivamente, comunistas. Tal era a força dos comunistas que, desarmados e só com a razão da sua luta, fazia tremer a ditadura. Hoje esse "papão" caiu em desuso mas ainda há gente que pensa pequeno. É por isso que, mesmo perante um governo que destrói o pais e a nossa esperança de uma vida digna cada vez mais se esfuma, os portugueses, segundo as sondagens, voltam a premiar os mesmos, os de hoje e os de ontem. Haja paciência!

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