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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

ESTES ENGANOS COM COISAS TÃO IMPORTANTES ! - Governo paga mais 2200 milhões ao FMI até ao final do ano


Passos Coelho falou em mais de 5400 milhões, mas afinal foi "um lapso".
AFP PHOTO / SAUL LOEB
Esta segunda-feira, o primeiro-ministro afirmou que, a 15 de Novembro iriam ser pagos "mais de 5400 milhões de euros" do empréstimo da troika de credores, que totalizou cerca de 78.000 milhões. Afinal, segundo afirmou uma fonte oficial do gabinete de Pedro Passos Coelho, citada pelo Jornal de Negócios, isso foi um "lapso". Afinal, o primeiro-ministro referia-se a uma amortização de uma linha de Obrigações do Tesouro, da ordem dos 5500 milhões de euros, que vence nesse mês, e não o reforço do reembolso antecipado ao FMI.O certo é que o Governo tem acelerado os pagamentos ao FMI. Primeiro, a ideia era aproveitar as condições mais favoráveis dos mercados para reembolsar 14 mil milhões de euros ao FMI, em dois anos e meio, e com isso poupar nos juros. Entretanto, e, até agora, foram já pagos 8400 milhões de euros. A estes pagamentos, feitos em Março e em Junho pelo IGCP, o organismo que gere a dívida pública, vai juntar-se agora mais uma fatia.
Numa apresentação feita este mês pelo IGCP a investidores, explicava-se que a ideia era reembolsar o FMI em mais 2200 milhões até ao final do ano. Ao todo, serão assim 10.600 milhões a pagar só este ano. Na mesma apresentação do IGCP, explicitava-se que o plano de pagamentos antecipados ao FMI previa o reembolso de mais 7800 milhões no ano que vem e de 6900 milhões em 2017.
De acordo com estes cálculos, a dívida junto do FMI será paga dentro de cerca de dois anos e meio. A maturidade média dos empréstimos do FMI eram a 7,2 anos, com uma taxa média de 4,15%, bastante acima dos empréstimos europeus e do valor a que Portugal se está a conseguir financiar nos mercados. Com o reembolso antecipado, Portugal não só consegue uma poupança dos juros, como essa medida contribui para um “alisamento” dos pagamentos.

Notícia actualizada após fonte do gabinete de Passos Coelho ter admitido que o primeiro-ministro se enganou.

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