Cinquenta anos depois, nos anos 80, Leahy voltou ao mesmo povoado para entrevistar os aborígines sobre aquele encontro. Este é o depoimento de um deles:
- "Naquele momento, esses homens mais corpulentos -agora são velhos- eram jovens e não estavam casados. Ainda não se barbeavam. Foi então quando chegaram os homens brancos (...) Estava aterrorizado, não podia pensar com clareza e chorava desconsoladamente. Meu pai segurou-me pela mão e nos escondemos atrás de um arbusto".
- "Não sabíamos nada dos homens de pele branca. Nunca fomos a lugares longínquos. Só conhecíamos este lado das montanhas e achávamos que éramos o único povo que existia", relatou meio século depois um dos avôs da tribo, mal recuperado do choque do encontro.
Os papuásios pensavam que os brancos eram gente do céu, pessoas como eles que supostamente habitavam o céu, que tinham o amor e a guerra como eles, mas eram imortais, espíritos ou fantasmas de seus ancestrais que, às vezes, adotavam uma forma humana e então desciam à Terra para capturar vidas.
No entanto, homens e deuses, brancos e nativos, acabaram se equalizando e quando os autóctones se deram conta de que os brancos não eram tão divinos porcaria nenhuma quando comprovaram que suas fezes eram iguais às suas e as jovens indígenas que foram oferecidas como esposas aos navegadores perceberam que aqueles forasteiros eram tão ruins ou pior de cama que os moços locais.
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