Num momento em que a imperial Alemanha anuncia a suspensão do espaço Schengen e os ministros da Administração Interna dos Países da União Europeia de reúnem para discutir a Crise dos Refugiados e as medidas de contenção –leia-se, de repressão – a implementar, considero muito oportuna a divulgação de uma nota que roubei ao mural do Facebook do meu amigo Leonel Barreiros. Aqui vos deixo, devidamente traduzido, o texto que ele partilhou, escrito pela jornalista norte-americana AUBREY BAILEY.
Nós (EUA) apoiamos o governo iraquiano na luta contra o Estado Islâmico(EI). Nós não gostamos doEI , mas o EI tem o apoio da Arábia Saudita de quem nós gostamos.
Nós não gostamos do presidente Assad na Síria. Apoiamos a luta contra ele, mas não o EI, que também luta contra ele.
Nós não gostamos do Irão, mas o Irão apoia o governo do Iraque contra o EI. Assim sendo, alguns dos nossos amigos apoiam os nossos inimigos e alguns dos nossos inimigos são nossos amigos, e alguns dos nossos inimigos estão a lutar contra outros inimigos nossos, os quais queremos derrotar, mas não queremos que sejam os nossos inimigos que os estão a combater que os vençam.
Se as pessoas que queremos derrotar forem derrotadas, elas podem vir a ser substituídas por quem gostemos ainda menos. E tudo isto começou porque invadimos um país com o objectivo de expulsar dele os terroristas que de facto não estavam lá, até que nós lá chegamos para os expulsar. Compreende agora?"
O que fica absolutamente claro é que a política de aparente caos que o imperialismo americano e seus cúmplices europeus , com o imperialismo germânico à cabeça, promovem no Médio Oriente (mas não só), visa dividir para reinar numa região parteira de recursos estratégicos de enorme e vital importância para o seu objectivo de dominação global.
queosilenciodosjustosnaomateinocentes.blogspot.pt


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