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sábado, 11 de fevereiro de 2012

VEJA IMAGENS DA MANIFESTAÇÃO EM LISBOA, O LÍDER SINDICAL, O SECRETÁRIO GERAL DO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUES E ALGUMAS DECLARAÇÕES DE MANIFESTANTES








No âmbito da manifestação nacional da CGTP, as quatro pré-concentrações estão a confluir para o Terreiro do Paço, Lisboa: os trabalhadores do distrito de  Lisboa concentram-se nos Restauradores; os de Setúbal partem do Cais do Sodré; os de Viseu, Coimbra, Guarda, Castelo Branco, Leiria,  Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Algarve saem de Santa Apolónia e  os de Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real, Porto e Aveiro desfilam  a partir do Martim Moniz. 

Milhares de pessoas descem a Rua  do Ouro até ao Terreiro do Paço empunhando cartazes dos mais tradicionais ("Não às desigualdades  e ao desemprego") aos mais criativos ("Piegas unidos"). 
Na primeira manifestação de Arménio Carlos como secretário-geral da  Confederação Geral de Trabalhadores Portugues (CGTP), acompanhado de outros  sindicalistas como Ana Avoila, da Frente Comum, o dirigente encabeçava a  coluna de manifestantes, segurando uma faixa onde se lia "Não à exploração,  às desigualdades e ao desemprego". 
Num momento em que os manifestantes da região de Lisboa chegavam a meio  da Rua do Ouro, o animador da manifestação gritava aos microfones que "a  cauda ainda não saiu sequer dos Restauradores", elogiando a afluência das  pessoas à manifestação. 
Entre cartazes que diziam "Piegas unidos" ou "O povo unido jamais será  vencido" ou ainda "Piegas é a tua...", Margarida Brôa seguia com o marido,  entoando palavras de ordem: "Estou aqui para me manifestar contra a pobreza  que há em Portugal", disse a auxiliar de educação de 57 anos que, sem emprego  na área, trabalha já há alguns anos como "mulher a dias". 
Também Elisabete, de 42 anos, teve de "deixar de trabalhar" perante  a conjuntura de desemprego do país mas, mesmo assim, a habitante de Sintra  afirma não estar contra a necessidade de medidas de ajustamento: "Eu não  sou contra as medidas de austeridade, sou contra  1/8o facto de 3/8 as medidas  só atingirem os pobres", disse. 
Com uma bandeira da Inter-Reformados, Manuel Lourenço veio de Santa  Iria da Azóia porque se sente "usado com as políticas do Governo", apesar  de a baixa reforma dos trabalhadores do setor privado ainda não ter sofrido  cortes. 
Raquel, na casa dos 40 anos, veio de Odivelas para uma manifestação  em família "contra a desigualdade e a pobreza". Acompanhada pelas duas filhas  (12 e 7 anos) e pelo marido, a manifestante diz que "está cada vez mais  difícil" manter as filhas em escolas privadas. 
No final da manifestação, Arménio Carlos vai falar aos manifestantes,  no Terreiro do Paço. 

     



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