Quatro empresas com capitais públicos estão a exigir a funcionários (ou ex-colaboradores), a Manuel Godinho, empresário das sucatas de Ovar, e a outros arguidos do processo Face Oculta indemnizações pesadas para compensar os prejuízos que consideram ter tido com os crimes alegadamente praticados pelos arguidos deste caso. No total, as sociedades (EDP Imobiliária, Petrogal, REFER - Rede Ferroviária Nacional e Redes Energéticas Nacionais) pedem a vários arguidos um mínimo de 1,6 milhões de euros.
A REFER, que tem seis funcionários ou ex-funcionários entre os 36 acusados, é a empresa que apresentou um pedido de indemnização mais elevado: 838.229 mil euros. Num documento extenso, a empresa pública responsável pela gestão da infra-estrutura ferroviária nacional identifica 10 situações concretas em que considera ter sofrido danos patrimoniais. O pedido é assinados por três advogados do escritório Sérvulo & Associados, representantes da REFER, que exige 10 indemnizações parcelares, num só documento.
A mais alta, de 561.993 euros, pede a compensação, por danos patrimoniais, a três arguidos: Manuel Godinho; José Magano Rodrigues, funcionário da Unidade Operacional Centro, e António da Silva Correia, um ex-engenheiro da empresa. Manuel Godinho é o único visado que se mantém nas 10 situações, seguido pelo seu sobrinho Hugo, que a REFER envolve em seis das situações.
A Petrogal pede mais de 701 mil euros a seis pessoas e uma empresa do universo Godinho. São eles Manuel Godinho, Hugo Godinho, João Godinho (filho do sucateiro), João Tavares (chefe de armazém de materiais da refinaria de Sines), Paulo Costa (gerente de empresas), a secretária de Godinho, Maribel Rodrigues, e a principal empresa do sucateiro, a O2. No pedido de indemnização da Petrogal, apresentado pela sociedade de advogados Rui Pena, Arnault & Associados, lê-se que vários membros da família Godinho "arquitectaram um plano para retirar resíduos nobres [do chamado Parque de Sucata, em Sines] como se de ferrosos se tratassem". Explica-se que os resíduos eram carregados nos camiões depois de serem cobertos por uma camada de resíduos ferrosos.
A família Godinho, diz a Petrogal, dirigiu a retirada de "pelo menos cem toneladas de cabos e fios de cobre no valor de 550 mil euros", num dos casos que enumera. A EDP Imobiliária descreve várias situações de negócios combinados, mas opta por não pedir um valor concreto, deixando aos juízes a concretização do valor das duas indemnizações que exige a Manuel Godinho, o seu ex-administrador Domingo Paiva Nunes e à O2.
Empresas optam por ficar fora do processo
Qualquer cidadão ou empresa pode ser assistente (apoiar a acusação) num processo de corrupção como o da Face Oculta. Por isso há 12 assistentes neste caso: a maioria jornalistas e cinco empresas ligadas ao sector público, com funcionários acusados neste processo. Contudo, outras quatro firmas que também possuem seus colaboradores entre os acusados (a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, a Lisnave, a IDD e a CP) optaram por ficar fora do processo, sem exigir qualquer indemnização.
A REFER, que tem seis funcionários ou ex-funcionários entre os 36 acusados, é a empresa que apresentou um pedido de indemnização mais elevado: 838.229 mil euros. Num documento extenso, a empresa pública responsável pela gestão da infra-estrutura ferroviária nacional identifica 10 situações concretas em que considera ter sofrido danos patrimoniais. O pedido é assinados por três advogados do escritório Sérvulo & Associados, representantes da REFER, que exige 10 indemnizações parcelares, num só documento.
A mais alta, de 561.993 euros, pede a compensação, por danos patrimoniais, a três arguidos: Manuel Godinho; José Magano Rodrigues, funcionário da Unidade Operacional Centro, e António da Silva Correia, um ex-engenheiro da empresa. Manuel Godinho é o único visado que se mantém nas 10 situações, seguido pelo seu sobrinho Hugo, que a REFER envolve em seis das situações.
A Petrogal pede mais de 701 mil euros a seis pessoas e uma empresa do universo Godinho. São eles Manuel Godinho, Hugo Godinho, João Godinho (filho do sucateiro), João Tavares (chefe de armazém de materiais da refinaria de Sines), Paulo Costa (gerente de empresas), a secretária de Godinho, Maribel Rodrigues, e a principal empresa do sucateiro, a O2. No pedido de indemnização da Petrogal, apresentado pela sociedade de advogados Rui Pena, Arnault & Associados, lê-se que vários membros da família Godinho "arquitectaram um plano para retirar resíduos nobres [do chamado Parque de Sucata, em Sines] como se de ferrosos se tratassem". Explica-se que os resíduos eram carregados nos camiões depois de serem cobertos por uma camada de resíduos ferrosos.
A família Godinho, diz a Petrogal, dirigiu a retirada de "pelo menos cem toneladas de cabos e fios de cobre no valor de 550 mil euros", num dos casos que enumera. A EDP Imobiliária descreve várias situações de negócios combinados, mas opta por não pedir um valor concreto, deixando aos juízes a concretização do valor das duas indemnizações que exige a Manuel Godinho, o seu ex-administrador Domingo Paiva Nunes e à O2.
Empresas optam por ficar fora do processo
Qualquer cidadão ou empresa pode ser assistente (apoiar a acusação) num processo de corrupção como o da Face Oculta. Por isso há 12 assistentes neste caso: a maioria jornalistas e cinco empresas ligadas ao sector público, com funcionários acusados neste processo. Contudo, outras quatro firmas que também possuem seus colaboradores entre os acusados (a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, a Lisnave, a IDD e a CP) optaram por ficar fora do processo, sem exigir qualquer indemnização.
Publico.pt
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