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domingo, 12 de fevereiro de 2012


Líder da CGTP anuncia novo protesto em todo o país a 29 de fevereiro

11.02.2012 
 

Arménio Carlos discursou hoje pela primeira vez como líder da CGTP numa manifestação e anunciou para 29 de fevereiro um novo protesto em todo o país.

Sobre o conselho nacional da intersindical, que se realiza na próxima semana, o secretário geral da CGTP não quis especificar se uma greve geral vai estar em cima da mesa mas garante que nenhuma forma de luta está excluida.
"Uma demonstração, clara e inequívoca, da insatisfação e indignação neste país"
Mais de 300 mil pessoas de todo o país juntaram-se  hoje no Terreiro do Paço, em Lisboa, contra as desigualdades e o empobrecimento,  disse hoje Arménio Carlos. 
Os números foram avançados pelo secretário-geral da Confederação Geral  de Trabalhadores Portugueses (CGTP,) na abertura do discurso que marcou  o fecho da manifestação, que com 300 mil trabalhadores foi "a maior manifestação  jamais vista em Lisboa nos últimos 30 anos", de acordo com o sindicalista.
 Pouco antes da intervenção, Arménio Carlos aproveitava o espaço debaixo  do camião que servia de palco (e que no momento era ocupado por músicos  que animavam os manifestantes) para, acocorado, rever o discurso.
CGTP exige aumento do salário mínimo
A CGTP exigiu hoje a atualização do salário  mínimo de 485 euros, com o líder da central sindical, Arménio Carlos, a  afirmar que sem esse aumento 400 mil trabalhadores continuarão a viver abaixo  do limiar da pobreza. 
"Os salários têm de ser aumentados urgentemente e o salário mínimo nacional  tem de ser atualizado urgentemente", disse hoje o secretário-geral da CGTP  no discurso que fechou a manifestação nacional que juntou milhares de pessoas  de todo o país em Lisboa. 
Segundo Arménio Carlos, hoje juntaram-se em Lisboa "300 mil pessoas"  contra as desigualdades e empobrecimento. 
"Esta foi a maior manifestação jamais realizada em Lisboa em 30 anos",  afirmou o dirigente sindical. 
As autoridades não avançaram nenhum número de manifestantes. 
Quanto ao salário mínimo, Arménio Carlos disse que sem esse aumento  muitos trabalhadores continuarão a viver na pobreza. 
"Se não atualizarmos os 485 euros, se introduzirmos os 11 por cento  que cada trabalhador desconta para Segurança Social, os trabalhadores levam  para casa um salario líquido de 432 euros e o valor para o limiar da pobreza  são 434 euros", disse o sindicalista. 
"Hoje Portugal tem 400 mil trabalhadores que trabalham e estão abaixo  do limiar da pobreza", acrescentou. 
Com Lusa


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