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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


imagem net da responsb de: António Garrochinho


OLHÃO: DEMOLIÇÕES NA RIA FORMOSA VÃO AVANÇAR

Os moradores da Ilha do Côco já receberam as malditas cartas dando-lhes dez dias para fazerem prova de que não têm outra habitação para alem da que possuem na Ilha. Em junho, segundo o calendario previsto, receberão nova carta dando-lhes outros dez dias para retirarem os seus haveres, findos os quais, se procederá às demolições.
A Câmara Municipal de Olhão ainda nã providenciou as habitações para proceder ao realojamento das familias que não têm uma segunda habitação.
Não será demais lembrar aos nossos leitores que todas as casas em cima das ilhas se encontram sob a alçada do dominio publico maritimo, independentemente de se situarem em zonas concessionadas ou não.
A estrategia da Sociedade Polis da Ria Formosa passa por dividir as pessoas, desencadeando as acções a conta gotas, para evitar grandes controversias. No caso como se tratam de pessoas pobres, humildes e sem capacidade de defesa, aliado a um certo egoismo da restante população, ninguem se manifesta, esquecendo que amanhã chegará a sua vez. O despertar para a realidade dos que agora se mantêm distantes poderá ser tardio. É preciso lutar contra estas demolições porque a seguir virão as restantes.
Para aqueles que ainda acreditam nalguns mercenarios da justiça, que iludem as pessoas com promessas de resolução do conflito pela via judicial mas enriquecendo à custa de pacovios, desenganem-se; o mais que poderão conseguir é um prolongar o caso.
Valentina Calixto, odiada pelos moradores das ilhas, recebeu de Socrates um ultimo favor, que foi o de ver a sua propriedade desafectada do dominio publico maritimo com direito a publicação em Diario da Republica. Esta gaja que outra coisa não lhe posso chamar, tem passado incolume por todos os governos independentemente da cor, por ter patrocinado toda a especie de ilegalidades aos crapulas que ao longo dos anos se alternam no poder.
No sitio da Fabrica em Cacela, um ex-ministro francês construiu uma mansão em dominio publico maritimo; no extremo poente das Cabanas de Tavira, Macario Correia, então presidente da Câmara de Tavira, autorizou a construção de blocos de apartamentos a menos de dez metros do preia-mar ou seja em dominio publico maritimo: Francisco Leal permitiu a construção de varios blocos de apartamentos na Fuzeta em dominio publico maritimo; Valentina Calixto tem a sua moradia no Ludo em reserva ecologica e dominio publico maritimo; na Quinta do Lago há construções a menos de dez metros da crista das arribas em terrenos do dominio publico maritimo; Vale de Lobo, Vilamoura e outras zonas mais do mesmo. Em tudo esteve presente Valentina Calixto, fazendo favores a torto e a direito, o que lhe permite manter-se no Poder eternamente.
Mas uma coisa são as figuras publicas, outras são os simples cidadãos. Os primeiros têm toda a especie de direitos; os segundos, quando muito poderão ter direito a umas migalhas, se sobrarem.
Para aqueles que julgavam que a Sociedade Polis não arranjava o dinheiro para estas investidas, desiludam-se, porque o actual governo arranjou uns trocados para esta cruzada contra os moradores das ilhas. Mudou o governo mas o panorama mantem-se.
REVOLTEM-SE PORRA!

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