Este país é um Carnaval
Com governos sucessivos sem ideias, sem respeito pelo povo português, com autoritarismo e teimosia desmedida, agora estamos perante um Governo completamente desorientado.
Passos Coelho quer cometer os mesmos erros que cometeu o seu padrinho Cavaco, o que demonstra a sua grande falta de imaginação e dos que o acompanham. Ao CDS não vale a pena pedir-lhes seja o que for, anda sempre a reboque do PSD. Querem é protagonismo e poder e atingiram os mandatos suficientes para terem direito à famosa reforma política confortável. Não são diferentes uns dos outros. Isto é que é um verdadeiro Carnaval. Meter a mão ao bolso dos contribuintes indevidamente, enterrar as pequenas e médias empresas, mais cortes salariais, sempre a inventar medidas suplementares para encobrir as mentiras.
Este Governo não vai renegociar a dívida com a TROIKA. É para cumprir custe o que custar. Isto são palavras pesadas e desafiadoras, pois seria mais fácil renegociar a divida com a TROIKA e dar um balão de oxigénio aos portugueses. Por exemplo: se uma pessoa deve 100€ e não os tem para pagar no momento da dívida, divide-se a dívida em cinco partes. 20€ por mês é muito mais fácil e mais confortável. O devedor acaba por pagar a dívida sem se prejudicar com outras dívidas. Assim deveria fazer este Governo e não “Custe o que custar”, porque eu diria então quem roubou que pague.
O BPN com o buraco que foi tapado e depois foi vendido por meio quilo de cerejas é um caso lamentável. O CDS hoje não fala disso. Claro, está no Governo. Quem cala, consente. É tudo a defender o seu próprio tacho e o resto é o que se vê. Não há dinheiro, não há dinheiro. Os chulos do futebol estão endividados, mas para comprar jogadores de milhões, o dinheiro aparece… e as fábricas que têm os ordenados em atraso não arranjam puto tostão para cumprir com as obrigações.
O que é que está mal neste país? Tudo desorganizado e só quem tem é que é respeitado, o resto não conta.
Seria bom e de bom censo que a política voltasse ao seu ponto de partida, com honra e honestidade e, sobretudo, inteligência, porque essa nasce com ela, não se cultiva. Este é o grande problema. Os políticos, na sua maioria, são como nabos, não conhecem a nobreza da política porque se assim fosse não lhes crescia tanto a carteira e dedicar-se-iam a fazer um povo feliz, com emprego, com menos impostos e também menos regras. Até entopem tudo. A burocracia neste país é anedótica – por isso voltamos sempre à estaca zero. Vou dar um exemplo: porque é que temos para um veículo um título de propriedade e um livrete? Temos um cartão único de cidadão, não temos leitor. Temos portagens nas SCUT’S electrónicas com cinco dias para pagar a passagem e os carros estrangeiros passam de borla. Isto é mesmo a cultura dos nabos.
Neste país de burocracia atrasada paga o Zé Pagode. Terça-feira Gorda, Dia de Carnaval, ninguém leva a mal, não vão trabalhar, divirtam-se e o Coelho que se deixe de treta barata e que pense duas vezes!
As ditaduras estão todas mortas – isto não mudaria nada. Sócrates e Sócrates 2.
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