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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


  

Algarve: Carnaval sem tolerância de ponto prejudica, mas fim dos feriados é pior 08-02-2012 

Elidérico Viegas, presidente da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), vê com maus olhos a decisão do Governo em não conceder tolerância de ponto no Carnaval, mas acha mais grave acabar com 4 feriados e pontes, o que traz menor procura para o destino.    
Embora se manifeste insatisfeito com a redução dos dias de carnaval, devido à decisão do Executivo de Passos Coelho em não conceder tolerância de ponto, Elidérico Viegas não subscreve as palavras de António Pina, presidente do Turismo do Algarve para quem a decisão representa “uma machadada” no evento (já agendado e organizado em vários locais) e que contribui para esbater a sazonalidade do destino.
“Eu acho que será 'mais machadada' acabar com os quatro feriados que permitem pontes, o que significa menor procura para o Algarve em alturas chave, embora também signifique melhoria de outros fatores dinâmicos da economia portuguesa”, afirmou Elidérico Viegas em declarações à Lusa.
Apesar de não concordar com a decisão do Executivo, Elidérico Viegas considera que “não precisamos ir tão longe ao ponto de dizer que isso seja uma machadada”, afirmando no entanto que, “dizer que a decisão não terá efeitos negativos no turismo regional seria faltar à verdade".
Balões de oxigénio que se esvaziam
“O Carnaval, a Páscoa e outros momentos ao longo do ano são balões de oxigénio, no que respeita ao mercado interno, e não havendo pontes haverá constrangimentos", afirmou o dirigente associativo.
Embora considere que “não será por isso que o mercado interno vai continuar a descer no que respeita à ocupação hoteleira”, Elidérico Viegas recordou os dados revelados esta segunda feira pela AHETA, que apontam para uma taxa de ocupação global média/quarto em Janeiro de 22,4%, a pior dos últimos 17 anos e representando uma redução de 41% relativamente a Janeiro de 2011.
"O nosso desespero não é por causa do Carnaval",salientou, lamentando que se tenham agravado as razões da perda de competitividade do setor turístico.
Na opinião do presidente da AHETA, os impostos altos, dificuldade de acesso ao crédito, degradação da promoção turística, a que acresce a falta de uma política competitiva de gestão aeroportuária e transporte aéreo, assim como a perda de produtividade, são os fatores que têm levado a uma menor competitividade do turismo nacional.
Observatório do Algarve

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